Ator que faz Nélio, em 'Nos tempos do Imperador', festeja trabalho: 'Já estive no quase em quatro novelas'

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Se toda a regra tem a sua exceção, o velho ditado “diga-me com quem andas e te direis quem és” não vale para a relação do vilão Tonico (Alexandre Nero) e do seu assessor Nélio, vivido pelo ator João Pedro Zappa, em “Nos tempos do Imperador”. Isso porque o rapaz pode até ser um fiel escudeiro do inescrupuloso deputado e encarnar aquele famoso puxa-saco de político, mas são as diferenças entre eles que andam divertindo e cativando o público da novela.

— O que diferencia o Nélio da família, do Tonico e da maioria das pessoas com quem convive é que ele realmente tem uma habilidade para a empatia. Ele se coloca no lugar das pessoas. É um cara um pouco à frente do seu tempo por isso — avalia Zappa, que palpita sobre o motivo de o moço passar por cima dos seus princípios de vez em quando: — Ele é o primeiro de uma família de trambiqueiros a conseguir se formar. Naturalmente, iria voltar para Pindamonhangaba e ajudar os pais. Mas vê essa oportunidade de ser assessor de deputado e se agarra a ela. Uma coisa que ele jamais imaginou na vida.

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O ator conta que a trama de Nélio ainda terá muitas reviravoltas e surpresas, que podem definitivamente mudar o rumo de sua vida. No enredo político da história, a tendência é que os personagens dialoguem cada vez mais com o cenário atual do Brasil.

— Tonico vai começar a pesar um pouco mais a mão no seu vilão. Até então, eu queria descolar um pouco o personagem da realidade. Já o Nero faz questão de associar. Às vezes, até tem no texto uma referência a acontecimentos atuais, e ele vai mais fundo — explica Zappa.

Enfim, uma novela completa

Aos 32 anos, o intérprete coleciona trabalhos no cinema, no teatro e em séries de TV. Mas essa é a sua primeira novela com papel fixo. Com as gravações interrompidas duas vezes por causa da pandemia, a produção enfrentou contratempos até chegar ao ar. Com isso, o ator teve que resgatar o sotaque criado para Nélio com misturas de diferentes regiões do país, pediu para rever as cenas que tinha gravado no início de 2020 e precisou refazer as partes com a família, já que os atores que interpretariam seus pais seriam Vera Holtz e Luis Melo, substituídos por Paula Cohen e Ernani Moraes.

— No início, fiquei com medo, porque já aconteceu de eu estar na novela e a produção cair. Já estive no “quase” em quatro novelas. Duas caíram e, nas outras, tive que optar e fui fazer algo no cinema — lembra.

Em uma dessas ocasiões, ele fez o protagonista do filme “Gabriel e a montanha”, que entrará em breve no catálogo da Netflix:

— Era o personagem da minha vida. Poderia fazer a novela em outro momento. Já o Gabriel eu sinto que nunca mais vai aparecer para mim.

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