Atores de 'Quanto mais vida melhor' dizem quem gostariam de ressuscitar por mais um ano

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O que você faria se tivesse uma segunda chance? Na novela das 19h, que estreia hoje na TV Globo, os protagonistas de “Quanto mais vida melhor”, vividos por Vladimir Brichta, Mateus Solano, Giovanna Antonelli e Valentina Herszage, poderão sentir na pele. Eles enfrentarão um acidente aéreo e ao chegarem no céu, vão descobrir que a morte foi um engano e terão a oportunidade de retornarem ao plano terreno. O único ponto é: um deles vai realmente morrer em um ano. Sem direito a volta dessa vez.

Com o tempo curto, e com tanta coisa para resolver, a mudança de chave na cabeça de cada um vai impactar a vida de muita gente em volta. Mas convenhamos que alguns hábitos podem ser difíceis de mudar. Por isso, história é o que não falta.

— A novela é uma comédia romântica. Todos os personagens estão em busca do amor. A trama fala sobre a gente não ter certeza de nada, mas, num piscar de olhos, tudo pode mudar. Esses quatro são os protagonistas, mas os outros personagens da novela também estão tentando se encontrar e procurando acertar o destino — diz Mauro Wilson, o autor.

E se na vida real, cada um tivesse o poder de trazer de volta, por mais um ano, pessoas queridas que passaram por aqui, quem o elenco traria? Pai, avô e amigos, como Paulo Gustavo, foram citados. Confira abaixo.

Giovanna Antonelli, que viverá a empresária Paula.

“Eu traria meu pai (Hilton). Primeiro porque se ele tivesse vacinado a tempo, talvez eu pudesse tê-lo por mais tempo por perto. E ele era um grande amigo, divertido, espirituoso, pragmático, prático e amado por todos. Faz falta!”

Evelyn Castro, a Deusa

“Vou levar essa pergunta para a terapia (risos)! Mas traria o meu avô, o Seu José. Ele morreu em janeiro, aos 91 anos, quando comecei os trabalhos da novela. É que meu vô era muito noveleiro. Via do ‘Vale a pena ver de novo’ até a novela das 23h e eu brincava: ‘Você não se cansa?’ E ele me provocava: ‘Quando é que você vai fazer isso aí?’ E a gente ria. Foi muito rápido quando ele foi e não tive a oportunidade de dizer: ‘Seu José, está rolando, estou fazendo isso’. Antes de entrar nas gravações, eu ‘conversava’ com ele. O meu trabalho é uma grande homenagem a ele e meu avô vai viver pra sempre dentro de mim”.

Julia Lemmertz, a vilã Carmen

“Traria meus pais, Lílian e Lineu. Meu neto Martin fez cinco anos, queria que eles vissem o bisneto. E seria incrível vê-los fortes, superando essa Covid, porque eu teria cuidado deles. Mas enfim, continua algo bonito porque eu estou aqui, meus filhos estão, todos em nome deles, que estão dentro de nós. Eu tento sempre celebrar a vida da pessoa que se foi. Continuar trazendo comigo tudo de bom que deixaram por aqui”.

Elizabeth Savala, a Nedda

“É triste ver mais de 600 mil pessoas que se foram, só no Brasil, pela negligência no combate contra a Covid-19. Isso marca a todos. Do lado pessoal, eu traria de volta o meu pai, Seu Francisco. Já se foi há sete anos, mas ainda sinto falta do cheiro, da alegria e disposição. Sabia que ali sempre tinha um braço firme para me segurar. Não fomos preparados para a morte, né? E queria trazer também a Nicette Bruno. Ela poderia ter aguentado mais um pouquinho se houvesse a vacina”.

Valentina Herszage, a Flávia

“Eu traria minha avó, Rosa, que foi uma mulher muito apaixonada por teatro, pelo cinema. Ela foi crítica de cinema durante muito tempo. E eu a traria de volta pra gente ficar um ano assistindo todas as peças, filmes, e pra que ela pudesse assistir meus trabalhos que vão sair ainda”.

Marcos Caruso, o intérprete de Osvaldo

“Com certeza, da parte familiar, traria meu pai, Alberto, que foi embora ano passado e faria 100 anos agora em novembro. Seria só para ele festejar o centésimo. Não precisava ficar muito mais tempo. Festeja os 100 e vai de volta (risos). Mas tudo bem, vamos comemorar por ele, mesmo que ele não esteja aqui fisicamente”.

Bárbara Colen, a Rose

“Difícil essa pergunta! Acho que traria a minha avó, Cleusa, que morreu há pouco tempo. Queria ter a oportunidade de tê-la por perto de novo. É que a morte vem de repente, sempre pega de surpresa”.

Alessandro Brandão, a Chefe

“Perdemos muitas pessoas queridas na pandemia. Falo de parentes, mas também de artistas importantes no mundo todo. Todos farão muita falta, mas eu gostaria que o Paulo Gustavo tivesse mais um ano entre nós. Por tudo. Pelas piadas, os personagens, pela alegria que ele trazia e pelas questões que debatia”.

Pedroca Monteiro, o Prado

“Já me emocionei só de ouvir os meus colegas. As minhas últimas duas grandes tristezas foram as perdas de Caike Luna e do Paulo Gustavo. A gente ainda precisa muito deles por aqui. Transformaram nossa vida pela arte. E eu estou para fazer 40 anos, queria que minha irmã, Iza, estivesse aqui. Ela já se foi há dez anos e seria muito bom tê-la comigo na comemoração. Bem, de alguma forma ela estará”

Mariana Nunes, a Joana

“Pensei em várias pessoas da minha família, mas não vou conseguir eleger uma. Também pensei em como eu queria muitas revolucionárias, que brigaram muito para que hoje alguns personagens pudessem ser representados na sua subjetividade, e não simplesmente como grupos pertencentes. Por isso, escolho Marielle Franco. Ela é um símbolo de luta, de força. E que me permite fazer essa novela com menos guerra e mais arte”.

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