Atos a favor e contra Bolsonaro terminam sem registro de violência no país

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SÃO PAULO, SP, 07.09.2021 - ATO-SP: Grupos apoiadores do governo Bolsonaro se concentram na avenida Paulista durante ato favorável ao seu governo, nesta terça-feira, data que celebra o Dia da Independência do Brasil. (Foto: Keiny Andrade/Folhapress).
SÃO PAULO, SP, 07.09.2021 - ATO-SP: Grupos apoiadores do governo Bolsonaro se concentram na avenida Paulista durante ato favorável ao seu governo, nesta terça-feira, data que celebra o Dia da Independência do Brasil. (Foto: Keiny Andrade/Folhapress).

SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - As manifestações organizadas por apoiadores e opositores do presidente Jair Bolsonaro neste 7 de Setembro pelo país terminaram sem confronto. Foram registrados atos nas 27 capitais, incluindo Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Em São Paulo, quatro homens foram detidos no 78° Distrito Policial sob suspeita de furtarem celulares durante manifestação bolsonarista na avenida Paulista. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, dez aparelhos foram recuperados.

No mesmo local, um manifestante registrou ocorrência após sofrer ferimentos leves causados pela queda de um drone que sobrevoava a via de forma ilegal. Outras duas pessoas foram encaminhadas à delegacia por porte de arma branca e de sinalizadores e fogos de artifício.

Nas equipes de policiamento espalhadas pela região, a reportagem percebeu que apenas um dos policiais militares usava a "câmera grava-tudo", que registra em áudio e vídeo as abordagens policiais. São Paulo tem 3.000 câmeras espalhadas em 18 batalhões, incluindo a Rota.

No vale do Anhangabaú, palco de um ato contra Bolsonaro, um PM apreendeu uma lata de tinta spray de um manifestante. O policial, chamado Farina, justificou a apreensão dizendo que a tinta era inflamável, conforme registrado no rótulo da lata.

Na rua Líbero Badaró, na região do Anhangabaú, uma pessoa foi flagrada com petrechos para a confecção de coquetel molotov. Ela foi encaminhada ao 8º Distrito Policial.

Em Brasília, bolsonaristas e um pequeno grupo de pessoas que participou de um protesto organizado pela esquerda trocaram provocações nos arredores da Torre de TV, ponto turístico da capital federal. Os manifestantes que apoiam o governo gritaram palavras como "Lula ladrão" e "vai para Cuba" e foram respondidos com "Fora Bolsonaro, fora genocida".

A Polícia Militar criou uma barreira para evitar confrontos físicos e por diversas vezes precisou conter os manifestantes. Duas horas após o discurso de Bolsonaro, na manhã desta terça-feira, a Polícia Militar do Distrito Federal começou a retirar alguns carros do batalhão de choque parados na via de acesso à Praça dos Três Poderes, onde estão os prédios do Congresso e do STF (Supremo Tribunal Federal).

Na noite de segunda-feira (6), bolsonaristas chegaram a romper bloqueio da PM e invadir a Esplanada dos Ministérios.

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