Investigado por financiar atos golpistas, colecionador de SC tem 39 armas em seu nome

Em vídeo, Otto Vieira aparece convocando manifestantes para ir ao DF

Otto Vieira, CAC de Santa Catarina, é suspeito de financiar ato golpista em Brasília - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Otto Vieira, CAC de Santa Catarina, é suspeito de financiar ato golpista em Brasília - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O instrutor de arma e dono de um clube de caça em Blumenau, no Vale do Itajaí (SC), Otto Guilherme Vieira, é um dos investigados pela Polícia Federal (PF) por financiar o ato golpista em Brasília, realizado em 8 de janeiro. O empresário catarinense tem pelo menos 39 armas relacionadas ao nome dele.

Em um vídeo divulgado pelo Fantástico da TV Globo, neste domingo (15), ele aparece convocando manifestantes.

Otto, é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e no canal do Youtube da empresa na qual aparece como proprietário-fundador, ele explica sobre modelos e marcas de diferentes armamentos.

No canal, há conteúdo para explicar sobre a aquisição de arma de fogo no Brasil. A última publicação no Youtube foi feita em 12 de janeiro.

O CAC é dono da Otto Caça e Pesca, uma empresa inaugurada em 2008 do setor varejista de caça, pesca, camping, cutelaria e armamento. Duas redes sociais da empresa haviam sido consultadas pela reportagem do portal G1 SC na manhã de segunda-feira (16) e apareciam fora do ar.

A empresa, no site, afirma que "atualmente tem como principal direcionamento a comercialização de armamento e seus respectivos componentes. Especializada no ramo fornecem instrução individual e treinamentos orientado por instrutor capacitado e credenciado com experiência de 37 anos na área".

De acordo com a reportagem do Fantástico, a Polícia Federal, com apoio de outros órgãos, é que vai comandar as investigações para chegar nos nomes dos financiadores dos atos.

No dia 8 de janeiro, bolsonaristas terroristas invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, Congresso e Supremo Tribunal Federal. Objetos foram destruídos, gabinetes de autoridades invadidos, documentos rasgados e armas foram roubadas.

O prejuízo ao patrimônio público está calculado em ao menos R$ 3 milhões apenas na Câmara dos Deputados, que junto com o Senado Federal compõe o Congresso Nacional.