Atos golpistas: quem são os liberados com tornozeleira eletrônica

Apoiadores extremistas do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram os prédios do Congresso, do STF e o Palácio do Planalto

Bolsonaristas radicais são levados em ônibus pelas forças policiais para a sede da PF (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Bolsonaristas radicais são levados em ônibus pelas forças policiais para a sede da PF (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Distrito Federal divulgou nesta quinta-feira (19) os nomes de 26 pessoas que foram presas por participarem dos atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro em Brasília, e que foram liberadas com o uso de tornozeleira eletrônica.

Em nota, a OAB-DF afirmou que os custodiados foram encaminhados ao Cime (Centro Integrado de Monitoração Eletrônica) para pegarem o equipamento e, assim, serem liberados.

Veja quem são:

  1. Ademar da Silva Pereira

  2. Adriano dos Santos Mendonça

  3. Adriano Ferreira Ponciano

  4. Adriano Marano Ribeiro

  5. Agustavo Gontijo Ferreira

  6. Adriano Rodrigues de Andrade

  7. Ailton Ferreira de Moraes

  8. Alan Cesar Bezerra

  9. Alan dos Santos Chaves

  10. Altino Pereira Bispo

  11. Arnaldo José Back

  12. Brayan Lucas de Oliveira Costa

  13. Bruno Edson

  14. Gabriel Marinho Candido

  15. José Gobbi

  16. Carlos Aimore Pereira Firpo

  17. Cláudio Fernando Gonçalves

  18. Daego da Costa Santos de Souza

  19. Ely Greggo

  20. Fabrício Kuwano Paludeto

  21. Fernando Mendes Tattero

  22. Jair Roberto Cenedesi

  23. Jairo Aloizio de França

  24. João Batista de Castro

  25. João Raimundo Sobrinho

  26. Leslie Sobradiel Gauna

  27. Wagner de Oliveira

O que aconteceu no dia 8 de janeiro?

Apoiadores extremistas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram e depredaram os prédios do Congresso, do STF (Supremo Tribunal Federal) e o Palácio do Planalto.

Vídeos divulgados na internet mostram policiais militares do Distrito Federal conversando com manifestantes bolsonaristas enquanto uma multidão invadia o Congresso Nacional.

Mais de 1.500 manifestantes radicais foram presos, além do ex-ministro da da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Anderson Torres. Já o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), foi afastado do cargo por 90 dias após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Em meio a invasão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal, assumindo o controle da Polícia Militar do DF até o dia 31 de janeiro.

Por que ex-ministro de Bolsonaro foi preso?

Anderson Torres é acusado de ter facilitado os atos terroristas no Distrito Federal no dia 8 de janeiro e sabotado o esquema de proteção montado para evitar os ataques.

Torres não estava em Brasília no momento da invasão e depredação da sede dos Três Poderes. Como secretário de Segurança do DF, era a maior autoridade em segurança da capital depois do governador Ibaneis Rocha.

Em despacho que determina a prisão, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que houve “descaso” e “conivência” com os atos golpistas.

*Com informações da agência O Globo