Atos terroristas: procuradores cobram Aras após invasões no DF

Integrantes do MPF chamaram de "horda de terroristas" os vândalos que protagonizaram atos

Augusto Aras foi cobrado para punir exemplarmente envolvidos em atos terroristas (AP Photo/Eraldo Peres)
Augusto Aras foi cobrado para punir exemplarmente envolvidos em atos terroristas (AP Photo/Eraldo Peres)
  • Procuradores cobraram de Augusto Aras providências após os atos terroristas de domingo

  • PGR foi indicado a investigar responsáveis e punir de forma exemplar os envolvidos nos atos

  • Vândalos que invadiram e depredaram prédios foram chamados de "horda de terroristas"

Um grupo de 140 integrantes do MPF (Ministério Público Federal) assinou um documento enviado ao procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, exigindo providências após os atos terroristas ocorridos no último domingo (8), em Brasília.

A representação, de acordo com informações do portal g1, foi encaminhada ao PGR na última segunda-feira (9). Nela, os procuradores pedem que Aras adote medidas "necessárias e suficientes" para o reestabelecimento da ordem pública, além da "pronta apuração de crimes contra as instituições democráticas".

Os responsáveis pelo documento chamaram de "horda de terroristas" os milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que entraram em confronto com a polícia e invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes na capital federal.

Eles acreditam que o objetivo deste grupo era gerar um "colapso" que, consequentemente, desencadearia um "golpe de estado" no Brasil.

Não foram poupadas críticas à atuação da segurança pública no episódio. Secretário da área no DF, Anderson Torres foi exonerado do cargo, enquanto o governador Ibaneis Rocha (MDB) foi afastado por 90 dias por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

"As imagens de vídeos divulgados pela imprensa revelam que a marcha criminosa da insanidade desceu o Eixo Monumental em direção à sede dos três Poderes escoltada condescendentemente pela Polícia Militar do Distrito Federal, cujo efetivo, presente no local, demonstrou não estar preparado para conter as ações criminosas da multidão golpista e antidemocrática", consideram os procuradores.

"Além da aparente falta de disposição de alguns policiais para agir com a energia necessária e evitar a invasão e destruição das sedes dos três Poderes republicanos, os fatos precedentes indicam possível omissão ou conivência de autoridades públicas responsáveis pela manutenção da ordem no Distrito Federal, dentre elas, seguramente, o governador local e o seu secretário de segurança pública", completam.

Ainda de acordo com o documento, Aras deveria investigar se as tropas policiais destinadas a impedir a invasão terrorista foram "orientadas a não coibir adequadamente o movimento golpista".