Atriz Claudia Rodrigues volta a ser internada com fortes dores de cabeça

A atriz Claudia Rodrigues, de 52 anos, voltou a ser internada na manhã desta segunda-feira no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, com fortes dores de cabeça. Segundo a assessoria da atriz, que tinha recebido alta no sábado e estava se recuperando em casa, o estado dela "piorou".

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"Não sabemos ainda os motivos das dores de cabeça, mas acreditamos que os médicos através dos exames vão conseguir estabilizar ela para que a mesma volte para o conforto da sua casa o quanto antes", disse a assessoria em nota.

Claudia estava internada no mesmo hospital desde a última quarta-feira, 18, mas recebeu alta hospitalar no sábado depois de ter feito todos os exames e tomar todas as medicações referentes à esclerose múltipla, doença autoimune que atinge o sistema nervoso central, que a comete há mais de duas décadas.

Ainda segundo a equipe da atriz, não havia sido diagnosticado nada nos exames e nem que o quadro das dores de cabeça foram causadas pela esclerose ou tratamentos alternativos que a artista faz.

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Adriane Bonato, namorada de Claudia, está acompanhando o quadro clínico da artista de perto no hospital e se diz "preocupada" com a atual condição justamente pelos médicos ainda não saberem o motivo das dores de cabeça.

Novos exames deverão ocorrer ao longo do dia.

Entrevista ao Globo

No final do ano passado a atriz concedeu uma entrevista exclusiva ao GLOBO detalhando as terapias alternativas que faz e que tem controlado a doença há mais de 20 anos. Na ocasião, ela estava internada há uma semana em São Paulo para se submeter a mais uma nova tecnologia contra a doença ainda em fase de estudos, mas promissora.

Chamado de REAC, a técnica de origem italiana consiste em um aparelho que ativa o cérebro com ondas magnéticas. Não invasivo, o dispositivo no formato de uma caneta emite as ondas por meio de pontos específicos da orelha. As regiões estimuladas são associadas à cognição, como a fala e a locomoção.

Esse foi o sexto tratamento em que Claudia topou participar como voluntária. Os avanços têm sidos extraordinários. A atriz mantém a mobilidade em um estado surpreendente em sua condição. Anda sozinha e sua dificuldade para caminhar é quase imperceptível. A fala arrastada é perfeitamente compreendida.

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Além do REAC, Rodrigues também faz uso de uma técnica batizada de “terapia Bemer” — uma manta térmica que melhora a circulação e a oxigenação dos tecidos. e usa remédios a base do canabidiol que deu fim às tremedeiras e a deixou independente para executar movimentos do dia a dia, como comer, tomar banho e amarrar os sapatos.

O pacote de procedimentos fez com que Cláudia registrasse no último exame de controle melhora de 77% nas funções cognitivas. A massa encefálica voltou a crescer mais do que o previsto.

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— Das 71 lesões cerebrais que eu tinha, 42 eram buracos negros, ou seja, lesões mais graves. Segundo os últimos exames, eu perdi cerca de 32 deles, eles estão cicatrizados e não são mais considerados lesões. Ao todo devo ter apenas 40 lesões cerebrais agora — disse a atriz — Agora consigo lembrar de nomes do meu passado, números de telefone antigos. Coisas que antes era uma névoa espessa e pesada que não me ajudava a me lembrar de nada.