Atriz envolvida em escândalo universitário nos EUA será julgada em outubro

A atriz Lori Loughlin deixa a corte federal de Boston em 3 de abril de 2019 após uma audiência relativo ao escândalo de compra de admissões em universidades dos EUA

O julgamento da atriz Lori Loughlin, acusada de pagar suborno de 500 mil dólares para garantir a admissão de suas duas filhas numa universidade de prestígio na Califórnia, começará em 5 de outubro, informou nesta quinta-feira (27) a promotoria do estado de Massachusetts.

Loughlin, 55 anos, atriz da série de televisão "Full House", foi acusada de conspiração por fraude bancária, conspiração para pagar subornos em programas federais e conspiração para lavar dinheiro, o que pode gerar uma pena máxima de 45 anos de prisão.

Seu marido, o estilista Mossimo Giannulli, acusado dos mesmos crimes, será julgado no mesmo processo, assim como outros seis envolvidos neste escândalo de subornos para admissões em faculdades americanas de prestígio.

Os promotores dizem que Loughlin e seu marido pagaram os subornos a um intermediário em 2016 e 2017 para que suas filhas pudessem entrar na Universidade do Sul da Califórnia (USC) passando por membros da equipe de remo competitiva, quando não praticavam esse esporte.

Pelo menos 50 pessoas foram acusadas neste caso, incluindo 33 pais ricos.

Até agora, as sentenças daqueles que se declararam culpados variam da liberdade condicional a nove meses de prisão.

No sistema judicial americano, a confissão de culpa geralmente permite a aplicação de uma pena reduzida.

A atriz de "Desperate Housewives", Felicity Huffman, indiciada no mesmo escândalo, se declarou culpada de pagar 15 mil dólares para que o teste de admissão de sua filha fosse melhorado e acabou detida por duas semanas numa prisão da Califórnia, sendo liberada em outubro passado.

Loughlin e seu marido estão entre os poucos réus que se declararam inocentes, e é por isso que eles vão a julgamento.

Seus advogados dizem que ambos acreditavam que o dinheiro iria para a universidade ou obras de caridade, e não para pagar subornos.

O chefe do esquema, William Rick Singer, que teria recebido cerca de 25 milhões de dólares em subornos, se declarou culpado e cooperou com as autoridades, inclusive registrando secretamente seus clientes, incluindo Huffman.

De acordo com a promotoria de Massachusetts, Singer chegou a arrecadar até 6,5 milhões de dólares para garantir a admissão, através de fraudes em exames ou subornos a treinadores para recrutar estudantes sem habilidades esportivas.