Atriz transexual que estreia hoje na TV fala sobre sua transição, do casamento com músico e da relação com enteada

Maria Fortuna
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A carioca Joana Couto, de 30 anos, é uma das protagonistas da série "Perdido", que estreia nesta segunda (9), 23h, no Canal Brasil e nos serviços de streaming Canais Globo e Globoplay. Modelo, formada em cinema e artista plástica, Joana é uma mulher deslumbrante. E transexual. Agora, faz seu début como atriz de TV e, de cara, em um papel de destaque: encarna o jovem Roberto Clayton, que se assume como a mulher trans Clay.

O fato de não ter seguido o caminho estereotipado de retratar trans como figuras marginalizadas ou colocadas em posição de subalternidade é um acerto da série (“falo do lugar que a gente quer ocupar no mundo, por que não executiva, médica, professora universitária?”, reflete Clay, em diálogo na tela).

— Trans sempre foram vistas como ameaça ao sistema heteronormativo. Pelo homem, que agride ou transa escondido, e pela mulher, que as vê como as que assaltam ou possíveis amantes do marido — diz Joana que, em cena, lida tanto com o fascínio quanto com a agressividade que seu visual andrógino provoca nos homens. — A série procura desdemonizar. Falar disso na TV é ganhar empatia, ampliar visões que foram bitoladas pelo olhar heteronormativo machista. Somos mulheres e, antes disso, seres humanos. Não precisa gostar, mas a gente merece respeito.

Joana sempre soube o lugar que queria ocupar. Criada pela avó, começou seu processo de transição aos 17 anos.

- Teria sido muito mais cedo se a sociedade fosse mais aberta. Conheço meninas que fazem a transição com 13 anos, são chutadas de casa e caem na prostituição - lamenta.

Nesta entrevista, ela fala do casamento de quatro anos com Eduardo de Almeida Prado, músico da Orquestra Sinfônica do Teatro Municupal do Rio, e da relação com a enteada, de 16 anos.

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