Viola Davis destaca empoderamento negro em “A Mulher Rei”: “Podem ser heroínas”

Viola Davis lançou o filme 'A Mulher Rei' no Brasil (foto: Marcelo Sá Barreto / AgNews)
Viola Davis lançou o filme 'A Mulher Rei' no Brasil (foto: Marcelo Sá Barreto / AgNews)

Resumo da Notícia:

  • Viola Davis está no Brasil para divulgar o filme "A Mulher Rei"

  • Além de atuar no longa, a atriz vencedora do Oscar também produz o filme

  • Produção conta a história das Agojie, uma unidade de guerra composta por mulheres

Viola Davis está aproveitando dias de sol no Rio de Janeiro e, nesta segunda-feira (19), conversou com o Yahoo e veículos de imprensa na coletiva do filme “A Mulher Rei”. O longa, do qual ela é produtora e protagonista, estreia nos cinemas na próxima quinta-feira (22).

A trama conta a história das Agojie, uma unidade de guerreiras composta apenas por mulheres que protegiam o reino africano de Daomé nos anos 1800, com habilidades e força diferentes de tudo já visto. Diante de tal história, Viola quer reforçar o protagonismo negro com a general Nanisca (Viola Davis).

“Estou comprometida com o Julius em elevar as narrativas com pessoas pretas no grande espectro da humanidade. É muito importante para mim ter personagens como Nawi (Thuso Mbedu), Amenza (Sheila Atim), Izogie (Lashana Lynch) e todos. É importante porque se a arte imita a vida, você precisa saber que nós também somos mulheres e não é mais aceitável as pessoas não nos verem”, destacou.

A vencedora do Oscar também destacou a importância pessoal de viver essa líder, que foi inspirada em histórias reais. “Tinha que fazer isso para sentir que a minha vida teve significado. Não quero ser muito filosófica, mas poxa vida, tenho um valor. Desculpa, mas eu tenho valor. Tenho o mesmo valor que Julianne Moore, Meryl Streep... Não quero saber se não tenho o cabelo louro, sou magra ou tamanho 38. Tenho valor para o meu marido, tenho valor para minha equipe. Nos filmes, e tudo que criamos como artistas, precisam refletir isso”, avaliou.

A atriz ainda comentou sobre outros filmes com protagonismo feminino. “Pessoas pretas, mulheres pretas, podem ser heroínas das suas próprias histórias?! Como 'Lara Croft - Tomb Raider' (2001 e 2003) e 'Salt' (2010). Se vocês pagam para ver Scarlett Johansson, Brie Larson e Angelina Jolie, se vocês podem pagar para vê-las batendo nos homens, sendo foda, vocês podem pagar para ver a mim, Lashana Lynch e varias mulheres negras”, concluiu.