ATUALIZADA - Jovem é morto em manifestação contra Maduro na Venezuela

ATUALIZADA - Manifestações contra Maduro na Venezuela deixam ao menos dois mortos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Policiais e militares lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes que realizavam nesta quarta-feira (19) o sexto protesto do mês de abril em oposição ao governo Nicolás Maduro.

Um jovem de 17 anos morreu no hospital após ser baleado na cabeça por um grupo de homens em motocicletas, segundo relatos de testemunhas. Carlos Moreno estudava economia na Universidade Central da Venezuela e, segundo a família, não participava do protesto em Caracas.

A deputada opositora Olivia Lozano afirmou ao "El Nacional" que os milicianos "nos emboscaram e começaram a disparar". Eles fazem parte dos chamados coletivos, as milícias armadas chavistas. Os confrontos foram registrados na zona oeste da capital.

Em 20 dias, a repressão do governo Maduro aos protestos deixaram seis mortos e mais de 300 feridos. Outras 538 pessoas foram detidas, sendo que 241 foram colocadas em prisão preventiva, segundo a ONG Foro Penal.

A oposição prometia "a mãe de todas as marchas" para ir até a Defensoria do Povo, no centro da capital, onde um ato convocado pelo governo também acontece nesta quarta-feira. A oposição exige eleições gerais e respeito à Assembleia Nacional, único poder público em que tem maioria.

A tensão está no nível máximo. Na noite desta terça-feira (18), o presidente Maduro anunciou a ativação de uma operação militar, policial e civil para derrotar um "golpe de Estado", que atribui à oposição e aos Estados Unidos.