ATUALIZADA - Juiz bloqueia bens do prefeito de Osasco

WILLIAM CARDOSO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça determinou o bloqueio de bens do prefeito de Osasco (Grande SP), Rogério Lins (PTN), e de mais 15 pessoas investigadas pelo Ministério Público Estadual por suspeita de contratação de funcionários fantasmas.

No período investigado, Lins era presidente da Câmara de Vereadores do município. Segundo a decisão tomada na última segunda-feira (10) pelo juiz Olavo Sá Pereira da Silva, o atual prefeito de Osasco teve bloqueados R$ 2.574.629,07.

O juiz entendeu que há na investigação da Promotoria "firmes indícios da existência de improbidade administrativa" por parte dos acusados. O magistrado também viu perigo de que os suspeitos gastem o dinheiro que seria usado, caso necessário, para recompor o que foi gasto pelo poder público para pagar os funcionários fantasmas.

Durante a investigação do Ministério Público, ficou constatado que os assessores de Lins e de outros vereadores não se encontravam nos locais de trabalho durante mandado de busca e apreensão nos gabinetes. Também não foram encontrados escritos que demonstrassem a produção de qualquer tipo de trabalho. A investigação atribuiu a Lins a elaboração do plano para contratar esses funcionários fantasma. Alguns vereadores poderiam contratar até 20 assessores.

O prefeito de Osasco chegou a ser preso no fim do ano e levado a Tremembé (142 km de SP), mas ganhou o direito de responder em liberdade ao pagar R$ 300 mil de fiança.

OUTRO LADO

A Prefeitura de Osasco diz que a decisão foi tomada antes que Rogério Lins (PTN) "tivesse a oportunidade de apresentar sua defesa e contestar as acusações". Lins diz ter confiança de que, após o Judiciário tomar conhecimento das provas e do trabalho dos assessores, a decisão será revertida.