Militantes preparam protesto contra Lula no início de caravana

Renato S. Cerqueira/Futura Press

CATIA SEABRA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Declarando-se de direita, moradores de quatro cidades do Vale do Aço programam para esta segunda-feira (23) um protesto na cidade de Ipatinga, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dará início a sua caravana pelo Estado de Minas Gerais.

Dirigentes dos movimentos intitulados NasRuas e Direita Minas -muitos defensores da intervenção militar no Brasil- estão convocando manifestantes para um ato no marco zero da cidade, na Praça dos Três Poderes.

É também lá que Lula dará partida à caravana que percorrerá sete regiões mineiras. O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e parlamentares mineiros, inclusive do PMDB, recepcionarão o ex-presidente.

De lá, Lula seguirá de ônibus em uma caravana de oito dias. Seus adversários divulgaram nas redes sociais uma faixa negra com a inscrição "Lula, o Vale do Aço te recebe de algemas abertas"

O Vale do Aço foi um dos berços do PT. Nesta segunda, o lançamento da caravana será marcado pelo ato "em defesa da soberania". Será feito discurso sobre a questão trabalhista e críticas ao governo Michel Temer (PMDB).

Depois da abertura, a caravana segue para o Vale do Rio Doce, Vale do Mucuri, Vale do Jequitinhonha, passa pelo Norte de Minas, Região Metropolitana de Belo Horizonte e termina na capital mineira, no dia 30 de outubro.

EMPRESARIADO

Durante a caravana, Lula pretende se aproximar de empresários e avançar com alianças para além de sua base.

Outro objetivo da caravana é o de atrair reitores de universidades federais, com quem Lula tem um encontro em Diamantina (MG), e partidos da base do governador Fernando Pimentel.

Um dos empresários com quem Lula deve se encontrar é Josué Gomes, presidente do grupo têxtil da família, a Coteminas, e filho do ex-vice-presidente José de Alencar (1931-2011). Para petistas, Josué é o "vice dos sonhos".

A participação de Lula na eleição de 2018, entretanto, é incerta, uma vez que ele pode ficar inelegível se for condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal por recebimento de um tríplex em Guarujá da construtora OAS.