Audiência pública sobre Sistema Lagunar de Jacarepaguá reúne comissões da Alerj e concessionária

RIO — Na quarta-feira, das 18h30m às 22h, a Câmara Comunitária da Barra da Tijuca (CCBT) sediará uma audiência pública sobre o Sistema Lagunar de Jacarepaguá, com a presença de deputados das comissões de Defesa do Meio Ambiente e de Saneamento Ambiental da Alerj. Delair Dumbrosck, presidente da CCBT, diz que há uma grande apreensão em torno das medidas anunciadas para despoluir lagoas e rios do complexo.

— Desde que a (concessionária) Iguá assumiu (a distribuição de água e a coleta e o tratamento de esgoto na região) e fechou a UTR Arroio Fundo, estão morrendo mais peixes nas lagoas. E há uma semana retiraram mais de 300 toneladas de gigogas da praia — afirma Dumbrosck.

Ele lembra que prefeitura e Iguá já haviam sido procuradas após o fim das atividades da UTR, em fevereiro:

—A última dragagem das lagoas foi em 2017 e custou R$ 690 milhões. Hoje, custaria mais de R$ 1 bilhão. A Íguá falou que vai fazer a dragagem com R$ 250 milhões; essa conta não está fechando. Com a concessão da Cedae, o governo recebeu aproximadamente R$ 20 bilhões. Será que uma parte não pode servir para limpar as águas?

A Iguá informa que esta é a segunda audiência pública realizada na CCBT e que estará presente para elucidar todas as questões. A primeira foi promovida a pedido do Ministério Público; e esta, uma solicitação da Alerj. Diz ainda que está realizando ações de recuperação do Complexo Lagunar de Jacarepaguá e que os R$ 250 milhões previstos no edital de concessão não são para fazer a despoluição, mas sim investir em ações que auxiliem na sua recuperação. Acrescenta que a mortandade de peixes é recorrente na região e que a chegada de gigogas às praias decorre do rompimento de ecobarreiras, que não sua responsabilidade. Sobre a desativação da UTR Arroio Fundo, explica que foram consideradas avaliações técnicas e a determinação do Ministério Público Federal de interromper a produção de lodo, um subproduto da unidade.

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