Auditoria da prefeitura aponta irregularidades do Hospital de Campanha do Riocentro, que teve a maior taxa de mortalidade das unidades provisórias

Felipe Grinberg
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RIO — Uma auditoria feita pelo corpo técnico da secretaria municipal de Saúde e obtida com exclusividade pelo GLOBO mostra que o Hospital de Campanha do Riocentro, administrada pela antiga gestão municipal, registrou irregularidades e teve a maior taxa de mortalidade de pacientes com coronavírus entre as unidades provisórias da cidade. Segundo o levantamento, a unidade teve disparadamente a maior taxa de óbitos de pacientes em UTIs (66%) e também a maior dos que foram internados em enfermaria (25%) — ligeiramente superior aos 23% do Hospital do Maracanã. O prefeito Eduardo Paes e o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, criticaram a gestão anterior de Marcelo Crivella pelos gastos com o Hospital de Campanha do Riocentro.

Porém, ao comparar com as unidades que foram instaladas e geridas pela iniciativa privada (e com todas as vagas reguladas pelo SUS), a taxa de mortes no RioCentro foi bem superior. Apesar do hospital do Leblon ter admitido três vezes mais pacientes para internação em CTI, a unidade do RioCentro teve somente dois óbitos a menos.

Taxa de letalidade em CTI dos Hospitais de Campanha

Leblon - 24%Parque dos Atletas - 25%Maracanã - 53%RioCentro - 66%