Augusto Aras é reconduzido ao cargo de procurador-geral da República

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O procurador-geral da República, Augusto Aras (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O procurador-geral da República, Augusto Aras (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
  • Os senadores aprovaram, em plenário, por 55 votos a 10, a recondução do procurador-geral da República, Augusto Aras, ao cargo

  • A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já havia aprovado, por 21 votos a 6, a indicação

  • A sabatina de Aras durou cerca de seis horas

Os senadores aprovaram, em plenário, por 55 votos a 10, a recondução do procurador-geral da República, Augusto Aras, ao cargo por mais dois anos.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já havia dado aval, por 21 votos a 6, à indicação feita pelo presidente Jair Bolsonaro. A votação, tanto na CCJ como no plenário, foi secreta.

Em julho, Bolsonaro decidiu ignorar, novamente, a lista tríplice para o comando da PGR e encaminhou ao Senado o nome de Aras.

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A sabatina do procurador-geral da República durou cerca de seis horas e foi marcada por críticas à operação Lava Jato, à imprensa e defesas em relação aos questionamentos feitos pelos senadores sobre a atuação do órgão diante das atitudes de Bolsonaro.

Aras foi cobrado por parlamentares sobre os motivos de a Procuradoria não ter atuado de forma incisiva para conter, por exemplo, os ataques à Constituição e às instituições feitos pelo presidente da República.

Saiba o que Aras falou sobre os diversos temas abordados durante a sabatina

O procurador-geral da República, Augusto Aras, e o presidente Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
O procurador-geral da República, Augusto Aras, e o presidente Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Operação Lava Jato

"O modelo das forças-tarefas com pessoalização culminou em uma série de irregularidades que vieram a público, tais como os episódios revelados na Vaza Jato, a frustrada gestão de vultosas quantias arrecadadas em acordos de colaborações e em acordos de leniência, por meio de fundos não previstos em lei".

Atitudes do presidente Jair Bolsonaro

"Se eu me meter no discurso político - olha a ideia de um censor - eu me tornaria um censor da política, e eu não sou um censor. Eu sou o fiscal de condutas ilícitas dentro da legalidade, dentro da norma".

"Se eu fui omisso em certas posições, como dizem alguns, imagine se os 300 que foram presos, afastados, estiveram sob busca e apreensão resolvessem me processar, inversamente, porque eu fui excessivo? Eu tenho a impressão de que seria muito mais gravoso".

Críticas à imprensa

"Quem me acusou, talvez, foi por algum equívoco da imprensa, porque a imprensa leva a equívocos. Nós temos o caso da Escola Base e tantos outros casos da imprensa que nós conhecemos, de equívocos danosos".

Mensagem enviada ao Senado

O plenário do Senado (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
O plenário do Senado (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

No mês passado, o presidente Jair Bolsonaro ignorou novamente as indicações da lista tríplice para o comando da Procuradoria-Geral da República e decidiu pela recondução de Augusto Aras ao cargo.

Faziam parte da lista tríplice deste ano: Luiza Frischeisen, Mario Bonsaglia e Nicolao Dino. Todos são subprocuradores-gerais da República.

Para ficar mais dois anos à frente da PGR, Augusto Aras precisava do aval do Senado. Primeiramente, na Comissão de Constituição e Justiça a partir da sabatina e, depois, no plenário.

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