Aulas presenciais voltam na rede estadual do Rio em 1º de março, e escolas terão avaliação de risco semanal

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Foto: Brenno Carvalho/6-7-2020 / Agência O Globo

O retorno das aulas presenciais na rede estadual de educação do Rio foi confirmado para o dia 1º de março pelo secretário da pasta, Comte Bittencourt, nesta terça-feira, dia 26. A volta às salas não será para todos, inicialmente. Terão prioridade os alunos que não possuem acesso à internet. Uma novidade para esse retorno é a lotação das unidades, a ser definida de acordo com a bandeira de classificação semanal, o que pode garantir capacidade de 100% de funcionamento até o fechamento da instituição.

As informações foram passadas pelo secretário em entrevista ao "Bom Dia Rio", da TV Globo, nesta manhã. De acordo com Comte, o planejamento foi feito junto ao Comitê Científico do estado, que ainda contou com reunião de articulação entre Saúde e Educação. Outra mudança é quanto ao horário das aulas, que vai passar a ser das 10h às 15h. A medida, disse, é para evitar aglomerações de alunos e professores em transportes públicos.

— O governador Cláudio Castro publicou na última sexta-feira um decreto colocando educação como atividade essencial, e estamos publicando, possivelmente, amanhã, ou, no mais tardar, na quinta-feira uma resolução para o início nas redes vinculadas ao sistema estadual de Educação — disse o secretário.

Comte adiantou que o próximo mês será um período de planejamento visando, principalmente, aos alunos do grupo em situação de vulnerabilidade social, no qual não dispõem de nenhum dispositivo eletrônico para as aulas remotas.

— O mês de fevereiro é um mês de acolhimento, é um mês de planejamentos, de avaliação diagnóstica dos alunos, avaliação individual de todos os nossos alunos. Tem horário marcado para se manter o distanciamento adequado, e a partir de primeiro de março começamos com o essencial para o grupo mais vulnerável.

O acompanhamento da situação de cada escola em relação à Covid-19 será semanal, com publicação de um boletim para informar a cor da bandeira, referente à classificação de risco. A partir do nível em que a instituição se encontra, a lotação do número de alunos vai variar de 100% da capacidade, com a bandeira verde, até a unidade fechada, sendo permitido apenas ensino remoto, com as bandeiras vermelha ou roxa.

— O comitê definiu que toda sexta-feira, ao meio-dia, vai publicar no site que sairá na resolução conjunta as bandeiras para o funcionamento das escolas na semana seguinte. Bandeira roxa e vermelha, só ensino remoto. A partir da bandeira laranja, até o 2º ano do fundamental. A ciência médica, toda a literatura já mostrou que essa faixa etária tem pouca incidência de contaminação. Até o segundo ano, bandeira laranja, 50% da ocupação da escola. Bandeira amarela, 75%. E bandeira verde, 100% — explicou Comte.

Plataforma de estudo

O ensino vai permanecer híbrido — dividido entre virtual e on-line. O secretário já havia informado sobre o link patrocinado onde os estudantes encontrarão os materiais didáticos. Segundo Comte, será possível acessar aulas gravadas, podcasts e material didático para consulta e impressão. A plataforma terá o endereço eletrônico divulgado junto à resolução prevista para os próximos dias.

— Os que têm (acesso à internet), nós estamos criando nosso link patrocinado. Vamos embarcar a nossa plataforma com o nosso aplicativo com aulas gravadas, o podcast dessas aulas, o material em PDF impresso, mas disponibilizado nesse ambiente remoto. E os alunos que não têm conexão vão ter o material impresso e tutoria — afirmou o secretário.