Aumenta tensão de alemães que exigem acesso às suas casas em Mallorca

Por David COURBET con Daniel BOSQUE en Barcelona y Mathieu GORSE en Madrid
Dia de sol, em 24 de setembro de 2019, em Palma de Mallorca, capital do arquipélago espanhol das ilhas Baleares

Os proprietários alemães de casas de veraneio na ilha espanhola de Maiorca protestam contra a decisão do governo espanhol de proibir sua entrada na Espanha antes do término do confinamento decretado para combater o novo coronavírus no país.

Desde o final de abril, centenas deles enviaram cartas de protesto, pedindo às autoridades do arquipélago das Baleares, do qual Mallorca faz parte, que permitam a entrada de proprietários estrangeiros.

O governo espanhol insiste em que eles terão de esperar até que o desconfinamento esteja concluído.

Esses alemães consideram as restrições de viagem impostas para interromper a pandemia "completamente exageradas" e exigem o fim do estado de emergência, em função da queda no número de casos de COVID-19. Alguns ameaçam até mesmo retirar seus investimentos da ilha.

Mallorca é um popular destino de férias entre os alemães, a ponto de ser chamada de "17o estado regional" em seu país.

Cerca de 4,5 milhões de alemães viajaram para lá em 2019 para aproveitar suas praias paradisíacas e noites de festa.

Esta semana, o governo espanhol iniciou um desconfinamento progressivo em uma parte do país, incluindo as ilhas Baleares. A medida deve se estender até o final de junho para evitar o risco de casos importados de coronavírus.

A partir de sexta-feira, a entrada no país por via aérea, ou marítima, será limitada a espanhóis, residentes de Espanha, ou casos específicos. E quem chegar ao país deverá passar por uma quarentena de 14 dias.

Essa medida vai durar até o fim do estado de emergência decretado pelo governo Pedro Sánchez, que deseja prorrogá-lo até o final de junho. Ela impede a entrada de proprietários de casas de veraneio, porque a propriedade "não prova residência na Espanha".