Aung San Suu Kyi condenada a um total de 33 anos de prisão

Um tribunal da junta militar de Myanmar condenou a ex-líder do país,Aung San Suu Kyi, a sete anos de prisão. Suu Kyi, que esta sexta-feira, foi considerada culpada de cinco crimes de corrupção, viu assim, aos 77 anos, a pena aumentar para um total de 33 anos atrás das grades.

A sentença representa o mais recente e último episódio de uma maratona de julgamentos a que a Nobel da Paz foi submetida na sequência do golpe de Estado realizado em fevereiro de 2021.

Sobre Suu Kyi, presa na capital da antiga Birmânia, pendem condenações por vários crimes, que vão de fraude eleitoral, a má conduta sanitária durante a pandemia de covid-19.

O Conselho de Segurança da ONU apelou este mês à libertação imediata da antiga dirigente, após quase dois anos de silêncio sobre o caso, alimentado pelo veto da China e da Rússia,

Ao chegada ao fim do processo, abre porta um novo período de incerteza em Myanmar, onde a junta militar prometeu legitimar o poder com eleições previstas para 2023.

Aung San Suu Kyi teve um percurso tumultuoso na história do país, passando de opositora reprimida ao regime da Junta, em prisão domiciliária durante cerca de 20 anos, a líder política o país, após o seu partido vencer as eleições de 2015.

Passa de amada a odiada na cena internacional com a repressão dos Rohyngias, que já lhe valeu vários pedidos para que lhe seja retirado o Nobel ganho em 1991