Ausência de Dilma em jantar de Lula e Alckmin gera polêmica

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 29.08.2016 - A ex-presidente Dilma Rousseff (PT). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A ausência da ex-presidente Dilma Rousseff no jantar do grupo Prerrogativas que homenageou Lula –e que teve Geraldo Alckmin como convidado especial— segue rendendo polêmica.

Ela afirma que não foi convidada para o evento —e seus interlocutores circularam a versão de que Dilma acredita ter virado um problema político para Lula.

Já o organizador do jantar, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, diz ter certeza absoluta de que seu convite chegou à ex-presidente, por meio do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. Ele afirma que ela era aguardada por todos.

"Temos muito carinho e respeito pela Dilma. Sua presença seria uma alegria para todos nós. Lamento pelo ruído de comunicação", afirma. O convite físico da ex-presidente, que, como o de qualquer outro convidado, seria entregue a ela na porta, segue com ele --bem como a pulseira que ela usaria para ter acesso ao espaço reservado a Lula.

O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo confirma que conversou com Dilma sobre o jantar, "por telefone". Mas "muito superficialmente", segundo escreveu em um grupo de WhatsApp.

Cobrado por Marco Aurélio se ela iria ao evento, Cardozo diz que voltou a procurá-la —mas não conseguiu novo contato. E assumiu a responsabilidade pelo desencontro.

"Pessoal, tem tido alguma especulação sobre a não ida da Dilma no jantar. Gostaria de esclarecer que, de fato, o Marco me pediu que falasse com ela na época, logo que o jantar foi marcado. Eu por telefone falei com ela na época, mas muito superficialmente, ficando de falar com ela mais tarde. Posteriormente, na semana do jantar, o Marco me cobrou se ela iria, eu tentei falar com ela, inclusive porque era aniversário dela, e não consegui falar. Imaginando que alguma outra pessoa tivesse falado com ela eu acabei não fazendo mais nada. Portanto, se houve alguma culpa nesse episódio, ela é desse humilde subscritor que assume a responsabilidade e se penitencia", escreveu o ex-ministro da Justiça no grupo de advogados.

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