Austrália diz que pacto da China com Ilhas Salomão não encerrará acordo com o arquipélago

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A ministra das Relações Exteriores Marise Payne em 7 de abril de 2022 em Bruxelas durante uma reunião da OTAN (AFP/François WALSCHAERTS) (François WALSCHAERTS)

A ministra das Relações Exteriores da Austrália disse neste domingo (17) que o controverso pacto de segurança entre a China e as Ilhas Salomão não encerrará a cooperação de defesa de seu país com o arquipélago.

Marise Payne disse à ABC que o atual tratado de segurança entre a Austrália e as Ilhas Salomão pode continuar, mesmo que o arquipélago tenha ignorado a recomendação de Canberra e assinado um pacto com a China.

A ministra sublinhou que, de acordo com o tratado, "a força de assistência constituída pela família dos países do Pacífico - Austrália, Nova Zelândia, Fiji e Papua Nova Guiné - deslocou-se às ilhas no final do ano passado para apoiar a gestão dos distúrbios" desencadeados por protestos contra o primeiro-ministro Manasseh Sogavare.

Um rascunho vazado do pacto de segurança provocou tensão na região no mês passado sobre as disposições que permitiriam que a segurança chinesa interviesse nas Ilhas Salomão e realizasse implantações navais.

Desde que os termos do acordo foram divulgados, Sogavare afirmou que "não tem intenção" de pedir à China que construa bases militares nas ilhas.

Perante a crescente preocupação com o acordo, o ministro australiano para o Pacífico, Zed Seselja, visitou as ilhas e reuniu-se com o primeiro-ministro Sogavare.

De acordo com um comunicado, Seselja pediu a Sogavare que "respeitosamente considere não assinar o acordo e consulte a família do Pacífico em um espírito de abertura e transparência regional".

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