Ásia comemora Ano Novo enquanto o mundo começa a dar adeus a 2022

Ópera de Sydney

Por Stella Qiu

(Reuters) - A Austrália celebrou sua primeira véspera de Ano Novo sem restrições após dois anos de interrupções causadas pela Covid, enquanto o mundo começa a se despedir de um ano marcado para muitos pela guerra na Ucrânia, tensões econômicas e os efeitos do aquecimento global.

Os foliões comemoraram em toda a Ásia, da China às Filipinas e à Tailândia.

Sydney, uma das primeiras grandes cidades do mundo a dar as boas-vindas ao Ano Novo, fez isso com uma exibição de fogos de artifício tipicamente deslumbrante, que pela primeira vez apresentou uma cachoeira de arco-íris na famosa Harbour Bridge.

"Nesta véspera de Ano Novo, estamos dizendo que Sydney está de volta à medida que damos início às festividades em todo o mundo e trazemos o Ano Novo com um estrondo", disse Clover Moore, prefeita de Sydney, antes do evento.

Com os lockdowns no final de 2020 e um aumento nos casos da Ômicron no final de 2021, aglomerações foram restringidas e as festividades, reduzidas. No entanto, as restrições às celebrações têm sido suspensas neste ano após a Austrália, como muitos países ao redor do mundo, reabrir suas fronteiras e remover as regras de distanciamento social.

Na China, as restrições rigorosas da Covid foram aliviadas apenas este mês, em meio à reversão do governo de sua política de "zero-Covid", uma mudança que levou a infecções crescentes e fez com que algumas pessoas não estivessem com disposição para comemorar.

Na cidade de Wuhan, onde a pandemia começou há três anos, dezenas de milhares de pessoas se reuniram para comemorar em meio a uma forte presença de segurança.

Barricadas foram erguidas e centenas de policiais e outros trabalhadores da segurança ficaram de guarda na noite da primeira reunião espontânea em grande escala na cidade desde os protestos em todo o país no final de novembro.

Em Xangai, muitos se aglomeraram na histórica passarela Bund, na beira do principal rio local.

GUERRA DE UCRÂNIA

A Europa estava se despedindo de um ano que viu uma grande guerra irromper após a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro, sem fim à vista para o conflito.

Na Ucrânia, toques de recolher entre 19h e meia-noite permaneceram em vigor em todo o país, impossibilitando a celebração do início de 2023 em espaços públicos. Vários governadores regionais postaram mensagens nas redes sociais alertando os moradores para não quebrarem as restrições no réveillon, alguns até alertando que a presença da polícia nas ruas da cidade seria aumentada à noite.

Paris realizará sua primeira exibição de fogos de artifício de Ano Novo desde 2019, depois que as edições de 2020 e 2021 foram canceladas devido à Covid. Um show de 10 minutos está programado para começar à meia-noite, com a expectativa de que 500 mil pessoas compareçam à famosa avenida Champs-Elysées para assistir ao evento.

(Reportagem de Stella Qiu em Sydney, Chu Mei Mei em Kuala Lumpur, Engen Tham em Xangai, Martin Pollard em Wuhan, Julie Zhu em Hong Kong, Ingrid Melander em Paris, Daria Sito-Sucic em Sarajevo e Jason Hovet em Praga; Escrito por Neil Fullick e Frances Kerry)

((Tradução Redação São Paulo))

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