Ex-presidente da Coreia do Sul é interrogada pela primeira vez na prisão

Seul, 4 abr (EFE).- Os promotores começaram a interrogar nesta terça-feira a ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, pela primeira vez desde que ela foi presa preventivamente na última sexta, por sua participação na trama de corrupção da "Rasputina".

Os investigadores seguiram para o Centro de Detenção de Seul, situado cerca de 15 quilômetros de Seul, e começaram a interrogar Park - que perdeu sua imunidade presidencial ao ser destituída pelo Tribunal Constitucional no último dia 10 de março - em torno das 10h (hora local).

A promotoria decidiu realizar o interrogatório na prisão para evitar o desdobramento de segurança necessário para que a ex-presidente, que foi a primeira mulher em comandar o país, se desloque até o centro de Seul.

Antes de começar o interrogatório, os representantes do Ministério Público explicaram, em declarações citadas pela imprensa sul-coreana, que por conta dos horários da prisão, a sessão de perguntas de hoje não poderá durar mais que oito horas.

A promotoria explicou que planeja interrogá-la outras três ou quatro vezes, antes de oficializar as acusações contra a ex-presidente, em torno do dia 15, para evitar que este processo coincida com o início, no dia 17, da campanha para as eleições presidenciais.

No dia 21 de março, Park, que a todo momento negou participação no caso, foi interrogada pela primeira vez pelos promotores durante mais de 20 horas.

Dez dias depois, um tribunal de Seul a interrogou durante outras nove horas, antes de conceder o mandado de prisão preventiva, solicitado pela promotoria.

Os promotores devem apresentar 13 acusações contra a ex-presidente, entre os que destacam abuso de poder, coação e suborno, crime que Coreia do Sul a pena é de no mínimo de dez anos de prisão ou até com prisão perpétua.

Os investigadores consideram que Park confabulou com sua amiga Choi Soon-sil, conhecida como a "Rasputina" por sua influência sobre a ex-presidente, para criar uma rede que extorquiu US$ 70 milhões de empresas. EFE