Austrália não vai bloquear extradição de Assange após decisão da Justiça britânica

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A Austrália não irá impugnar a extradição do fundador do Wikileaks, Julian Assange, para os Estados Unidos, anunciou nesta quinta-feira (21) o senador e ministro da Fazenda australiano, Simon Birmingham, ao canal de TV nacional ABC. Segundo ele, o governo do país "confia na independência e integridade do sistema judiciário britânico".

Nesta quarta-feira (20), um tribunal britânico emitiu uma ordem formal para que Assange seja extraditado para os Estados Unidos e seja julgado pela divulgação de arquivos secretos sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão. O fundador do Wikileaks tem o direito de recorrer junto à Suprema Corte da Grã-Bretanha.

Depois de rejeitar "a permissão de recurso" solicitada pelos advogados do australiano em março, a Suprema Corte britânica determinou a transferência do caso para a ministra do Interior, Priti Patel, a quem coube a decisão de determinar a extradição. A Austrália afirmou que forneceria assistência consular ao seu cidadão detido.

Dezenas de pessoas protestaram diante do tribunal contra a possibilidade de extradição de Assange. A justiça dos Estados Unidos deseja julgar o australiano pela divulgação, a partir de 2010, de mais de 700 mil documentos confidenciais sobre atividades diplomáticas e militares americanas, em particular no Iraque e Afeganistão.

Último recurso

Assange está preso na penitenciária desde sua detenção, em abril de 2019, pela polícia britânica, na embaixada do Equador em Londres. O então presidente equatoriano, Lenín Moreno, retirou a proteção que o antecessor Rafael Correa havia concedido ao fundador do Wikileaks.


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