Australian Open: Medvedev pode destronar Djokovic e, de quebra, entrar no seleto rol dos melhores do mundo

Tatiana Furtado
·2 minuto de leitura

MELBOURNE - Um franco atirador. Assim pode ser definido o russo Daniil Medvedev, adversário do sérvio Novak Djokovic, na final do Australian Open, no domingo (5h30, horário de Brasília). E é assim que o próprio se sente. Apesar de ser o número quatro do mundo, o tenista de 24 anos tira toda a responsabilidade das suas costas e a transfere para quem está no topo. Afinal, Djokovic jamais perdeu uma decisão do torneio: venceu oito títulos.

"A pressão é dele que nunca perdeu uma final aqui", disse o russo após bater o grego Stefanos Tsitsipas na semifinal e chegar à segunda final de Grand Slam, na carreira.

A tática do russo ajuda a diminuir o peso de quem também pode colocar seu nome entre os grandes. Se Djokovic busca o nono título em solo australiano, Medvedev busca a consagração. Bateu na trave em 2019 diante de Rafael Nadal, no US Open.

Na posição de franco atirador, ele adéqua os feitos recentes para o tamanho preciso na comparação com o número 1 do mundo. Mesmo assim, são números que o credenciam para não ser considerado apenas uma surpresa na final. O russo não perde há 20 partidas, sequência iniciada na vitória do Masters 1000 de Paris do ano passado.

Estar presente na decisão já é uma marco na sua carreira. A final lhe garantirá a melhor posição no ranking da ATP: o terceiro lugar, atrás de Djokovic e Nadal. Mas ele pode ir além.

A conquista do primeiro Grand Slam o levará ao segundo lugar do ranking, ultrapassando também o espanhol, eliminado nas quartas de final para o Tsitsipas. Isso representa ocupar um lugar que apenas quatro tenistas estiveram desde 2004.

Após Roger Federer assumir o posto de número um do mundo, as duas primeiras colocações se revezaram entre o suíço, Nadal, Djokovic e o britânico Andy Murray. Outros chegaram até o Top 3, lugar que caberá ao russo em caso de derrota, mas pararam por aí.

Aos 24 anos, Medvedev tem a chance de derrubar o rei da Austrália e, de quebra, entrar no seleto grupo.