Australiano e inglês são encontrados mortos após saltarem em montanhas na Itália

Dois saltadores morreram na última semana na Itália. Um dele é o inglês Dylan Roberts, de 33 anos, que estava no Monte Trento, na província de Trentino. Segundo a polícia, ele não conseguiu abrir o paraquedas e morreu instantaneamente na sexta-feira. No mesmo dia, no Monte Cimone, a 250 quilômetros dali, na província de Módena, o australiano Matt Munting, 35, também foi encontrado morto pela operação de resgate.

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O Monte Trento é um local procurado por saltadores do mundo todo e tem 1.400 metros de altitude. "Mais cedo ou mais tarde, você colocará os dedos dos pés sobre a borda do ponto de saída", é assim que o site do parque define a localidade. Mas na última sexta-feira o inglês Dylan Roberts teve problemas com seus equipamentos e, de acordo com a polícia local, não conseguiu acionar o paraquedas.

Cinco amigos que o acompanhavam acionaram os serviços de emergência, por volta das 7h da manhã, mas o inglês foi encontrado morto. Segundo as autoridades, também pode ter havido um erro de trajetória.

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O BASE Jump é uma modalidade de saltos em que se explora o salto de prédios, antenas, pontes e terra (entenda-se "montanhas), que são, respectivamente, os significados das iniciais de "BASE": Building, Antenna, Span e Earth. Vídeos mostram o local, que é procurado por saltadores:

Dois mortos no mesmo dia

A 250 quilômetros do Monte Brento, outro saltador, o australiano Matt Glen Munting, 35, foi encontrado morto na sexta-feira, no Monte Cimone. Ele saltou no dia anterior e, depois disso, desapareceu. Na sexta-feira, vestígios seus foram encontrados pelas autoridades italianas, após algo que parecia ser um paraquedas ter sido visto do alto.

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Foi quando socorristas utilizaram cordas para chegar, de rapel, ao local cheio de pedras, em que Matt foi encontrado morto.

Com mais de 10 mil seguidores, Matt Munting divulgava em suas redes sociais vários de seus saltos pelo mundo.

Na região de seu acidente, a de Friuli Veneza Giulia, que faz fronteira com a Áustria, a Eslovênia e o Mar Adriático, há um serviço de resgate a alpinistas, o Corpo Nacional de Resgate Alpino e Espeleológico da Região Friuli Veneza Giulia (CNSAS-FVG), que mostra que os saltos são arriscados.

Dados divulgados até 2020 mostram que nesse ano foram 27 mortos, com 235 feridos e 507 pessoas resgatas. No histórico, entre 2012 e 2020, foram 256 vítimas.

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