'Me auto descartei antes de ter reuniões', diz Loco Abreu sobre chance de ser técnico do Uruguai sub-20

Com uma carreira longa e de sucesso como jogador, Loco Abreu tenta trilhar caminho parecido como treinador. Depois de sair do Always Ready, clube boliviano que disputou a última libertadores, o ex-jogador assumiu o Paysandú Futbol Club, time de futebol amador do Uruguai, para comandar o projeto de profissionalização do clube. Mas antes, o ídolo do Botafogo chegou a ser cogitado para ser o treinador da seleção uruguaia sub-20. No entanto, segundo ele, não quis nem começar a conversar com os dirigentes.

— A certa altura, quando se falava sobre isso, gerava entusiasmo em mim. Mais tarde, numa avaliação pessoal e com alguns treinadores amigos que me conhecem, descartei-me antes do início das reuniões — falou, em entrevista ao "El País".

A avaliação de Abreu é que, para crescer na função de treinador, precisava ter outros tipos de experiência no momento. O pouco contato que teria com os jogadores da seleção, por exemplo, é apontado como uma das dificuldades para a formação no cargo. Outro empecilho seria a falta de competição e adrenalina no dia a dia.

— Sub 20 não era o que eu precisava hoje, porque você tem os jogadores três vezes e eles não competem no fim de semana, então não é algo para este momento da minha carreira. Estou formando as bases firmes e sólidas para me desenvolver. Que no futuro eles (dirigentes da seleção) saibam por que tomei essas decisões — afirmou.

Caso aceitasse o cargo de treinador da seleção sub-20 do seu país, Abreu poderia ter a chance de treinar seu filho Diego, que acumulou passagens nas seleções de base. Mas, segundo o ídolo do Botafogo, o fato não mudou seu pensamento em nenhum momento.

— Isso não me muda. Isso é um pouco mais do que o nosso folclore cotidiano do futebol, de sempre encontrar o motivo de uma situação ou buscar a parte crítica sem fundamento, como já aconteceu em outros casos — enfatizou, antes de comentar a possibilidade de um dia treinar o filho num clube.

— Se nesta jornada como treinador tiver que treinar um dos meus filhos e não ver condições para ele, terei que cumprir o papel de profissional. Mas se ele tiver a possibilidade, como vou me proibir o prazer de ter um bom jogador que me dê o que quero e, além disso, meu filho. Mas sempre entendendo que a primeira coisa é o profissional — concluiu.

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