Autor do ataque contra João Paulo II afirma que pista búlgara foi resultado da Guerra Fria

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O papa João Paulo II foi alvo de um atentado em 13 de maio de 1981 na praça de São Pedro

O turco Mehmet Ali Agça, que tentou assassinar João Paulo II há 40 anos, considerou, em entrevista transmitida nesta quinta-feira (13), que os búlgaros acusados na época haviam sido "sacrificados" no contexto da Guerra Fria.

“Era uma guerra internacional. Havia uma guerra entre a OTAN e o Pacto de Varsóvia, entre os Estados Unidos e a União Soviética, entre o Vaticano e o comunismo, e em uma guerra internacional sempre haverá tragédias humanas”, declarou em uma entrevista incomum à estação de televisão búlgara Nova, que mostrou os primeiros trechos.

Ali Agça, de 63 anos, deu várias versões para explicar o que fez, cujo motivo permanece um mistério, apesar de dezenas de investigações terem sido abertas.

Após sua prisão, em declarações confusas, contraditórias e exaltadas, ele primeiro apontou a KGB e uma "pista" búlgara de estarem por trás do ataque, cometido em 13 de maio de 1981, enquanto o papa passava por uma multidão de 20.000 fiéis na Praça de São Pedro.

Três búlgaros - dois diplomatas e o chefe da companhia aérea dos Balcãs, Serguei Antonov - foram acusados de cumplicidade no ataque.

Este último, o único em Roma, foi preso. Depois de vários anos na prisão, ele foi libertado "devido a evidências insuficientes" em 1986.

“Quando se trata de uma guerra em escala internacional, essas coisas acontecem. Os búlgaros foram, digamos, sacrificados”, disse Mehmet Ali Agça.

Mehmet Ali Agça, membro do grupo ultranacionalista "Lobos Cinzentos" na época dos acontecimentos, cumpriu pena de quase 30 anos de prisão por esta tentativa de homicídio e outros crimes cometidos na Turquia. Ele foi libertado em 2010.

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