Autor de massacre racista em igreja dos EUA tem pena de morte confirmada

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Um homem para para observar o memorial improvisado em frente à Igreja Emmanuel em Charleston, Carolina do Sul, em janeiro de 2017

Um tribunal federal de apelações confirmou nesta quarta-feira (25) a sentença de morte do americano Dylann Roof, que assassinou friamente nove paroquianos negros em uma igreja da Carolina do Sul em 2015, em um massacre que chocou o mundo.

"Nenhum resumo clínico ou análise jurídica abrangente pode capturar totalmente a atrocidade do ato de Roof. Seus crimes o sujeitam à sentença mais dura que uma sociedade justa pode proferir", concluíram os juízes do tribunal de Richmond em sua decisão unânime.

Convencido da supremacia do homem branco sobre outras raças que considerava inferiores, Dylan Roof abriu fogo 77 vezes em uma igreja metodista de Charleston em 17 de junho de 2015, matando nove fiéis negros que o receberam de braços abertos para uma sessão de estudo bíblico.

O jovem tinha então 21 anos.

O tiroteio marcou particularmente a opinião pública americana e internacional porque cobriu de sangue um lugar que simboliza a luta contra a escravidão: a Igreja Episcopal Metodista Africana Emanuel, que reúne a mais antiga comunidade negra desta cidade histórica da época da escravidão, no sudeste dos Estados Unidos.

O jovem extremista foi condenado à morte no início de 2017, sem ter expressado qualquer pesar ou remorso.

No tribunal de apelação, seus advogados tentaram que sua sentença fosse anulada, argumentando que o juiz de primeira instância nunca deveria ter concedido o pedido do réu de defender a si mesmo. O argumento acabou rejeitado pela corte.

O condenado de 27 anos, agora encarcerado em uma penitenciária, provavelmente não será executado em um futuro próximo, já que o governo do presidente Joe Biden impôs uma moratória às execuções federais no mês passado.

seb/rle/lm/am

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