Autor de postagem desejando 'boa sorte' a Lázaro Barbosa é morto por policiais e enterrado sem passar por necropsia

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RIO — Um jovem morto a tiros por policiais no Maranhão foi enterrado sem passar por necropsia e agora o Ministério Público do estado demandou a exumação do corpo, a realização de perícia nos projéteis para exame de balística e a reconstituição do crime. O rapaz, identificado como Hamilton Cesar Lima Bandeira, era suspeito por apologia aos crimes de Lázaro Barbosa de Sousa, fugitivo em Goiás há 16 dias pela chacina de uma família. Hamilton foi apontado como autor de postagem em rede social em que desejou "boa sorte" ao criminoso, que mobiliza uma megaoperação de busca.

Hamilton foi baleado na frente da família em 17 de junho dentro de casa, localizada em Calumbi, na zona rural de Presidente Dutra (MA), durante abordagem da Polícia Civil sobre a publicação feita online. Parentes dele contam que jovem sofria transtornos mentais e exibiram para a imprensa local as receitas médicas como comprovação. Eles não apoiam decisão do secretário de Segurança Pública do Maranhão em manter em atividade os responsáveis por sua morte. Nesta quarta-feira, dia 23, moradores se reúniram para uma manifestação pedindo justiça.

De acordo com o promotor de justiça Clodoaldo Nascimento Araújo, titular da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Presidente Dutra, a investigação ficará sob os cuidados de outros delegados que não os do município para que "tudo será apurado com a devida isenção cabível".

Araújo disse que os delegados condutores do inquérito já foram oficiados para realizarem procedimentos essenciais à investigação, como a necropsia no Instituto Médico Legal (IML) para determinar a região dos tiros, a perícia nos projéteis retirados do corpo e a reconstituição do crime.

Ainda segundo o promotor de justiça, foi encaminhado ofício à Corregedoria da Polícia Civil para que informe o histórico funcional dos policiais civis envolvidos na ocorrência.

Também foi expedido ofício à Secretaria Municipal de Assistência Social para que forneça serviço psicológico aos parentes da vítima, que estavam no interior da residência no momento dos disparos, e levantamento do histórico familiar da vítima de forma a contribuir para a investigação.

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