Autoridade chinesa é demitida por negligência e vício em videogames

Após uma mulher sofrer aborto enquanto era impedida de entrar no hospital em razão das restrições da Covid-19 implementadas pela China, uma autoridade chinesa foi demitida por negligência, vício em jogos virtuais e outras acusações.

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Li Qiang, diretor do centro de emergência médica da cidade histórica de Xi'an, é uma das autoridades criticadas pelo escândalo ocorrido em janeiro, desatando um debate sobre os excessos da estratégia de Covid zero de Pequim.

As imagens da angústia vivida pela grávida viralizou nas redes sociais na China, provocando indignação pública.

Segundo comunicado do órgão de vigilância provincial do partido, Li foi demitido de seu cargo, expulso do Partido Comunista e foi aberta uma investigação criminal contra ele, acusado de negligência e corrupção.

O funcionário chinês "foi seriamente irresponsável, provocando grandes incidentes que geraram reações negativas nas redes", no momento em que Xi'an enfrentava um surto de Covid-19, segundo o comunicado.

Qiang foi acusado de desviar dinheiro público, aceitar suborno e ter um "antigo vício em videogames".

O governo chinês considera os videogames e jogos de celular uma fonte de corrupção moral e, nos últimos anos, tomaram medidas para limitar o tempo de uso dos jogos para os jovens.

A China é o último grande país a manter uma política de erradicação de todas as infecções locais do coronavírus, mediante a combinação de testagem massiva, severos confinamentos e restrições de viagem.

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