Autoridade eleitoral venezuelana suspende veto a coalizão de partidos de oposição

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Sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) em Caracas

CARACAS (Reuters) - A autoridade eleitoral da Venezuela suspendeu nesta terça-feira, a poucos meses das eleições regionais no país, uma proibição a uma coalizão de partidos de oposição, conhecida como Mesa da União Democrática (MUD), que estava suspensa há mais de três anos.

O Tribunal Supremo de Justiça, corte máxima da Venezuela, ordenou em 2018 que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) excluísse a coalizão de oposição enquanto era conduzido um processo de renovação dos partidos políticos vigentes na época.

Os magistrados argumentaram naquele momento que as pessoas não podiam pertencer à MUD e a outro partido político já que isso significaria "militância dupla".

"Hoje, em sessão da nossa diretoria e por unanimidade aprovamos um total de 20 novas denominações de organizações com fins políticos (...) que estarão vigentes para participar das próximas eleições do dia 21 de novembro", disse o presidente do CNE, Pedro Calzadilla, que acrescentou que cerca de 106 organizações políticas participarão das próximas eleições.

Com a MUD, a oposição venceu as eleições parlamentares de 2015.

As eleições para governadores e prefeitos estão sendo organizadas por uma nova diretiva do órgão eleitoral emitida em maio, que inclui três membros vinculados ao partido do governo e dois próximos à oposição.

As eleições regionais são consideradas importantes para observar a imparcialidade da decisão do CNE, assim como a força dos apoiadores do governo e da oposição. O governo começou nos últimos dias um processo para escolher seus candidatos a governadores e prefeitos, enquanto a oposição não definiu sua participação.

"Esse passo é uma oportunidade para nos reagruparmos e reconstruirmos a alternativa para a mudança política que almejamos", escreveu em sua conta no Twitter o político Stalin González, que ocupou uma vaga no Parlamento entre 2016 e 2020, e integrou a delegação de oposição nas rodadas de negociação em 2019, mediadas pela Noruega.

(Por Deisy Buitrago, com reportagem adicional de Mayela Armas)

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