Autoridades brasileiras apertam o cerco a bolsonaristas e ao ex-presidente

As autoridades brasileiras prometem mão firme contra os autores e instigadores da invasão das sedes dos três poderes em Brasília, no dia 8.

Mais uma pessoa foi detida, enquanto o ex-secretário da segurança do Distrito Federal e antigo ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, Anderson Torres, continua detido pela Polícia Militar, acusado de conivência com a tentativa de golpe.

A presença policial na Praça dos Três Poderes, onde se situam os edifícios do Congresso, do Supremo Tribunal e o Palácio do Planalto, sede da presidência, foi duplicada, segundo anunciaram as autoridades do Distrito Federal.

As imagens das câmaras de segurança, agora divulgadas, mostram o nível da destruição de património, incluindo de obras de arte e peças de valor histórico inestimável.

O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, que continua nos Estados Unidos, para onde foi antes da passagem do poder a Lula da Silva, foi incluído na investigação ao golpe, suspeito de ter sido o principal instigador. Bolsonaro recusa essas acusações e condenou a invasão no dia seguinte.

Um grupo de apoiantes con centrou-se junto à casa onde Bolsonaro permanece, na Flórida, para o encorajar, sem que se saiba quando e se tenciona voltar ao Brasil. Também o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aliado de Bolsonaro, saiu em defesa do ex-presidente.

Imperturbável, Lula continua a operar mudanças e a fazer nomeações. Tarciana Medeiros, nova presidente do Banco do Brasil, é a primeira mulher a chefiar a empresa semiestatal nos 215 anos de história.