Autoridades encontram corpos desmembrados após motim em prisão no Equador

Autoridades equatorianas encontraram corpos desmembrados após um motim na segunda-feira em uma prisão do país, palco de confrontos entre prisioneiros ligados ao tráfico de drogas, disse o ministro do Interior, Patricio Carillo, nesta terça-feira.

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"Antropólogos forenses e médicos forenses viajam para realizar autópsias nos corpos desmembrados. O processo [de identificação] levará dias", disse o funcionário no Twitter após o massacre na prisão de Santo Domingo de los Tsáchilas (80 quilômetros a oeste de Quito).

Ele acrescentou que "as equipes técnicas de inspeção encontraram 45 peças humanas no CPL [Centro de Privação da Liberdade] de Santo Domingo" e que "haveria 12 cadáveres e não 13" como informado na apuração inicial das autoridades equatorianas na segunda-feira.

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Alguns jornalistas e meios de comunicação informaram que a rebelião de segunda-feira deixou corpos decapitados com membros desmembrados empilhados nos pátios da prisão Bellavista, em Santo Domingo, como aconteceu em seis outros massacres que, desde 2021, aconteceram em várias prisões equatorianas e deixaram quase 400 mortos.

O ministro classificou o massacre, realizado na mesma penitenciária onde 44 presos morreram em um motim em maio, de "bárbaro".

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Familiares das vítimas se reuniram nesta terça-feira do lado de fora do serviço policial de Medicina Legal em Santo Domingo esperando a identificação dos corpos.

— Eles vão me dar meu sobrinho em pedaços — disse Marisol Arroyo à AFP entre soluços.

— Ele nos ligou e nos disse que tinha sido baleado, que estava ferido — disse a esposa de um dos presos que não quis ser identificada.

Gangues ligadas a cartéis internacionais de drogas estão travando uma guerra pelo poder dentro e fora das prisões do Equador.

As 65 prisões do país, com capacidade para cerca de 30 mil pessoas, apresentam hoje uma superlotação de quase 9%, contra 30% há dois anos.

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