Autoridades lamentam morte de Jô Soares; veja repercussão

Autoridades dos três Poderes lamentaram a morte do humorista e apresentador Jô Soares, elogiando a importância de sua carreira e lembrando suas qualidades como entrevistador. Jô morreu aos 84 anos, na madrugada desta sexta-feira, em São Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro (PL), que já foi criticado por Jô Soares em seu programa quando ainda era deputado federal, manifestou seu pesar "independentemente de preferências ideológicas".

"Independentemente de preferências ideológicas, Jô Soares foi uma grande personalidade brasileira que conquistou a todos com seu modo cômico de discutir assuntos profundos. Que Deus conforte a família e o acolha com a cordialidade que o próprio Jô recebia a todos", disse o presidente.

"Jô sempre fez bom uso do seu direito de livre expressão. Por muitas vezes teceu duras críticas contra mim, inclusive. Mas foi por viver num país livre, não em um regime autoritário, que ele pode exercê-lo integralmente. Essa é a beleza da democracia. No fim das contas, as divergências pouca diferença fazem na hora de nossa partida para perto de Deus. O que fica são as nossas obras, e Jô Soares deixa para o Brasil um exemplo de postura, elegância e bom humor, e, por isso, tem o meu respeito."

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que o "Brasil perdeu hoje um artista multifacetado, de talento reconhecido, que conquistou o público e marcou seu tempo". "Meus sentimentos aos familiares e amigos", escreveu o alagoano em rede social.

O ex-presidente Lula (PT), pré-candidato à presidência da República, publicou uma nota: "Jô Soares foi um dos atores, autores, comediantes e entrevistadores mais talentosos da história do nosso país. Seus talentos e atividades eram tantos que desafiam categorias. Uma pessoa generosa que por anos conduziu entrevistas que foram um importante espaço de debate para o país."

"Fui entrevistado por ele várias vezes, sempre com independência e disposição de ouvir o entrevistado. O Brasil hoje, nesse momento tão difícil, perde uma parte do seu humor, talento e inteligência. Mas nunca esquecerá da obra que nos deixou Jô Soares", disse Lula.

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) também se pronunciou lembrando de quando foi entrevistada por Jô em 2016, enquanto sofria um processo de impeachment. "É com tristeza que recebo a notícia da passagem de Jô Soares. Escritor notável, humorista brilhante e um entrevistador sensível, Jô foi um artista e intelectual de grande dimensão", afirmou.

No Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, Luiz Fux, e o ministro Dias Toffoli lamentaram a morte de Jô Soares. "Em nome do Supremo Tribunal Federal, lamento a morte do humorista, ator, jornalista e intelectual Jô Soares. Grande nome da televisão brasileira, deixará uma marca eterna na cultura do nosso país. Desejo conforto aos amigos e familiares", diz a nota de Fux.

"A partida do amigo Jô Soares, neste momento em que o bom humor e a gentileza fazem tanta falta no nosso cotidiano, é a perda de uma referência positiva para muitas gerações. Mas Jô deixa também o exemplo de um homem curioso, sempre disposto a aprender, generoso e apaixonado pela vida. Para seus fãs e amigos, ficam as lembranças de uma coleção interminável de risos e momentos inesquecíveis. Momentos criados por uma mente brilhante que ajudaram a moldar ao longo de décadas, com os bordões, o humor e a inteligência e sensibilidade do Jô, nossas melhores características como povo. O céu amanheceu mais alegre hoje", escreveu Toffoli.

A pré-candidata à Presidência e senadora Simone Tebet (MDB) lembrou os personagens interpretados por Jô. "Uma grande tristeza. O ator, diretor, escritor, humorista e brilhante Jô Soares nos deixou nesta manhã aos 84 anos. Seus personagens marcaram nossas vidas e o Brasil aprendeu muito com sua inteligência. Meus sentimentos aos familiares e amigos", afirmou.

"Morreram hoje o Sebá, a Vovó Naná, o Gardelon, o Zé da Galera, o Bianor, o Capitão Gay, a Norminha, o Dom Casqueta, o Reizinho, o Piloto, o Capelão, o Araponga, o Múcio, o Irmão Carmelo e tantos outros personagens do melhor humorismo brasileiro. Viva o Jô!".

O ex-ministro da Educação e ex-senador Aloizio Mercadante (PT) disse que "o Brasil perdeu um enorme talento" e que "a morte de Jô Soares deixa um vazio irreparável na nossa cultura, não só pelo talento único, mas também pelo humor inteligente, versátil e criativo dele".

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