Autoridades militares ucranianas dizem ter matado 52 soldados russos

A Ucrânia anunciou, esta terça-feira, ter atingido alvos russos, em Nova Kakhovka, cidade da região de Kherson, ocupada, em larga escala, por apoiantes de Moscovo. O resultado, diz, foi a morte de 52 soldados russos e a destruição de "um armazém de munições". Mas a Rússia, por seu lado, acusa Kiev de matar civis. Informação não confirmada por nenhuma fonte independente.

O exército ucraniano realiza, há semanas, uma contraofensiva naquela área enquanto a maior parte das tropas russas se concentra na região oriental do Donbass.

Vítimas civis na Ucrânia

Nos últimos dias, várias áreas residenciais foram atingidas pelas forças leais a Vladimir Putin, provocando a morte a dezenas de civis. Nadiya Slyezhuk, residente de Kharkiv, explicava que "a__s pessoas não são culpadas pelo facto de terem um presidente como Putin. Quem me dera que ele estivesse morto, esse parasita", desabafava.

Em Kharkiv, seis civis foram mortos, na segunda-feira, por um bombardeamento russo, dizia o governador da região, Oleg Synegoubov.

Já o número de mortos do alegado bombardeamento russo, a um edifício residencial em Chassiv Yar, na região de Donetsk, continua a aumentar. Foram já recuperados, pelo menos 34 corpos.

Resistência ucraniana

A Ucrânia espera o intensificar das operações de combate em direção a Kramatorsk e Bakhmutmas, mas as forças ucranianas continuam a bater-se pelo seu território.

"Ganharemos de qualquer forma. Mas a que preço?"

Kramatorsk, o centro administrativo do Donbass ainda sob controlo ucraniano, e a vizinha Sloviansk são vistos como os próximos alvos dos militares russos no seu plano de conquista de toda a região, quatro meses e meio após o início da invasão da Ucrânia.

Rússia recebe drones iranianos

Washington declarou que a Rússia enfrenta problemas na gestão de armas e que receberá "centenas de drones" do Irão. Jake Sullivan, Conselheiro para a Segurança Nacional dos EUA, explicava que "n__ão é claro se o Irão já entregou algum destes UAV à Rússia", mas que este é apenas um dos exemplo de como a "Rússia está a olhar para países como o Irão em busca de recursos que também estão a ser utilizados ou que foram utilizados antes de conseguirmos o cessar-fogo no Iémen, para atacar a Arábia Saudita".

A embaixada da região separatista de Donetsk será inaugurada na terça-feira em Moscovo, na presença do Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov.

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