Jovem britânico admite ter planejado atentado no centro de Londres

Londres, 27 abr (EFE).- Um britânico de 19 anos se declarou culpado nesta quinta-feira perante o Tribunal Penal de Old Bailey de Londres de ter planejado entre abril e setembro do ano passado um atentado no centro desta cidade, o que poderia ter incluído um show de Elton John no Hyde Park.

Haroon Syed, residente no bairro de Hounslow, ao oeste da capital, confessou sua culpa depois que seu advogado não conseguiu evitar que o caso fosse julgado.

O juiz Michael Topolski disse que pronunciará sua sentença em 8 de junho, depois de ter recebido um relatório psiquiátrico, e antecipou que o acusado enfrenta a possibilidade de "prisão perpétua".

Durante o julgamento, a promotoria explicou que Syed foi detido em 8 de setembro após manter contatos pela internet com um agente dos serviços secretos britânicos que se passava por um extremista chamado Abu Yusuf e que supostamente podia conseguir armas.

O jovem de Hounslow lhe pediu uma metralhadora, um colete à prova de balas e explosivos, embora também confessou que não tinha dinheiro, e, após se mostrar reticente no início, ao final se reuniu com seu contato em uma cafeteria, o que permitiu ao agente gravar a conversa.

A promotoria revelou que o acusado buscou na internet possíveis lugares para cometer o atentado, e considerou a rua comercial Oxford Street e o parque Hyde, onde estava programado um show de Elton John para lembrar o aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

As autoridades também encontraram em seus dispositivos eletrônicos pesquisas sobre o Estado Islâmico, enquanto ISIS (uma das abreviaturas do grupo extremista) era a senha de seu telefone.

Durante o processo, o advogado defensor argumentou que Syed era uma pessoa em situação vulnerável, devido a seu histórico familiar, sua falta de educação, o vício em jogos violentos e uma recente condenação de seu irmão.

Seu irmão Nadir Syed, de 23 anos, foi condenado em junho à prisão perpétua, pela qual deverá cumprir um mínimo de 15 anos, por planejar um atentado de inspiração jihadista durante o Domingo da Lembrança de 2014, um dia de homenagem às Forças Armadas.

O advogado defensor também alegou que, se os serviços secretos suspeitavam sobre o caminho que estava tomando, deveriam tê-lo envolvido no programa governamental de desradicalização Prevent, ao invés de " incentivá-lo na direção contrária" para cometer um ataque. EFE