Autoridades regionais francesas pedem descentralização da gestão da vacinação

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Uma cuidadora recebe a vacina da Pfizer-BioNTech contra a covid-19 no hospital AP-HP Vaugirard, em Paris, em 6 de janeiro de 2021

Autoridades regionais da França pediram nesta quarta-feira (6) ao Estado autorização para comprar suas próprias vacinas, após o "início caótico" da campanha de vacinação contra a covid-19 no país.

"Este início é lamentável, mas não é tarde para levantar nossa cabeça", disse Renaud Muselier, presidente da instituição que representa as regiões francesas, citado em um comunicado divulgado após um encontro entre os líderes.

Depois de criticar o lento início da campanha de vacinação na França, os presidentes regionais pedem ao governo que "não impeça as regiões que desejam de comprar vacinas e disponibilizá-las em suas redes para completar os dispositivos nacionais".

Cerca de 7.000 pessoas receberam a vacina contra a covid-19 na França desde 27 de dezembro, em comparação com as centenas de milhares de pessoas já vacinadas na Alemanha no mesmo período e mais de 1,3 milhão no Reino Unido, que começou sua campanha há quase um mês.

Os representantes regionais criticam a "gestão centralizada da crise e da campanha de vacinação" e fazem um apelo por sua "descentralização" para que o processo avance com maior velocidade.

O governo francês se comprometeu na terça-feira a acelerar a vacinação, em particular com uma mudança na estratégia para ampliar os grupos prioritários.

Pessoas com mais de 75 anos, mesmo que não vivam em lares de idosos, poderão receber a vacina este mês, assim como cuidadores acima de 50 anos que fazem atendimento domiciliar e bombeiros.

Até então, estava prevista a priorização apenas de idosos que moram em instituições e profissionais de saúde com mais de 50 anos.

Além disso, nos próximos dias, as pessoas que quiserem se vacinar e que não pertençam a nenhum desses grupos poderão se cadastrar em uma lista para marcar uma consulta.

A França atualmente recebe por semana 500.000 doses da vacina Pfizer-BioNTech. Mas também pode começar a receber mais 500.000 por mês do imunizante da Moderna, que foi autorizado nesta quarta-feira pela União Europeia.

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