Autoridades do Rio investigam lista de passageiros do voo em que estava homem infectado com cepa indiana do coronavírus

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RIO — As autoridades do Rio receberam a lista com os passageiros que estiveram no mesmo voo do homem diagnosticado com a variante indiana do coronavírus, chamada de B.1.617. Segundo o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, a lista está sendo investigada pelas secretarias estaduais e municipais. O secretário também explicou que a Secretaria estadual de Saúde (SES) ofereceu colaborar na triagem de pacientes provenientes de lugares críticos, mas que essa decisão depende da Anvisa. Procurada, a SES informou que está discutindo com a agência a possibilidade de barreira sanitária nos voos domésticos.

A SES recebeu a lista dos passageiros que estiveram no voo que fez o trajeto de São Paulo, onde houve a escala do voo internacional vindo da Índia, para o Rio. Essa listagem foi enviada pela Anvisa Rio. Ainda não foram divulgados, porém, mais detalhes sobre quantidade de passageiros, e quantos são residentes do Rio.

Em nota divulgada na noite desta quarta, a SES informou que a "Superintendência de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (SIEVS) e o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Município do Rio entraram em contato com todos que tiveram contatos com o caso confirmado e que tenham endereço registrado no estado do Rio". Essas pessoas foram orientadas a fazer isolamento e informar as autoridades qualquer sintoma. Até o momento, nenhum outro caso foi notificado, respondeu a secretaria.

Nesta tarde, Chieppe confirmou ao GLOBO o recebimento da lista de passageiros.

— Já recebemos a lista e estamos investigando. De forma complementar ao município — afirmou Chieppe, que confirmou intenção de fazer "triagem" nos aeroportos. — Topamos colaborar na triagem de pacientes provenientes de lugares críticos. Mas a decisão é da Anvisa.

Nesta tarde, a subsecretaria de Vigilância de Saúde do Rio esteve em reunião com a Anvisa para tratar de medidas que podem ser adotadas no estado, como barreiras sanitárias no aeroporto. Ainda não foi divulgado uma decisão oficial do que será feito.

Na sua nota, a SES informou que "está discutindo com a Anvisa a possibilidade de barreira sanitária nos voos domésticos. Dentro do estado, cabe às secretarias municipais de Saúde a criação de barreiras sanitárias entre os municípios".

Procurada, a Secretaria municipal de Saúde respondeu que "a Anvisa é a instituição responsável pela vigilância em saúde em portos e aeroportos", e que está em contato com a SES e o Ministério da Saúde para a realização de ações de bloqueio.

Também na tarde desta quarta, a prefeitura de São Paulo divulgou que solicitou à Anvisa a lista oficial, na terça, dos passageiros no voo internacional.

O homem, de 32 anos, trabalhador offshore, contagiado pela variante chegou ao Rio no sábado (22), vindo de uma viagem à Índia. Antes, fez escala no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde realizou teste PCR para Coronavírus. No entanto, ele seguiu para o Rio antes do resultado, e a confirmação do diagnóstico positivo só foi enviado após ele já ter passado uma noite num hotel, ao lado do aeroporto Santos Dummont, e ter chegado em Campos dos Goytacazes, onde vive.

No domingo, ele foi de carro para a cidade do Norte Fluminense e, depois, retornou para a capital na segunda-feira, onde voltou a se hospedar, em isolamento. Durante dois dias, o caso investigado circulou por três cidades e teve contato com dezenas de pessoas. Agora, ele está sendo monitorado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS/RJ), do Rio.

Outras duas pessoas que viajaram com ele, também residentes de Campos, da mesma forma estão monitoradas pelas autoridades. Mas os seus primeiros resultados de testes para Covid-19 deram negativo. Segundo a Secretaria municipal de Saúde de Campos, os dois estão em isolamento domiciliar e realizaram novos exames na manhã desta quarta.

A SES informou que o rapaz está sendo acompanhado pela Secretaria Municipal de Saúde do Ri e que todo seu deslocamento é monitorado pelas vigilâncias de Campos, do Rio e da SES.

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