Autuori é apresentado ao Botafogo: 'Clube que me abriu as portas'

Igor Siqueira

A intimidade com a estrela solitária vem de longa data, mas há 19 anos que Paulo Autuori não era associado ao termo "técnico do Botafogo". Nesta quinta-feira, aos 63 anos, ele foi apresentado para assumir mais uma vez o comando do time, substituindo Alberto Valentim.

- É um orgulho e satisfação estar no Glorioso. Tudo o que eu devo e eu sou eu devo ao Botafogo. Foi o clube que me abriu as portas. As pessoas que me abriram as portas foram corajosas e até loucos, porque era um profissional sem nenhum lastro - comentou o treinador, campeão brasileiro em 1995, mas Autuori não quer saber mais de falar do passado:

- A partir de hoje, para os jogadores, eu não vou mais me referir a esse tempo. Queremos criar um solo forte para que mais conquistas possam acontecer. Nosso olhar tem que ser para frente.

Autuori deixou de lado a promessa de que não treinaria mais times no Brasil - a intenção dele em território nacional era ser coordenador técnico, cargo que executou em Athletico-PR e Fluminense recentemente. Ficar no banco, só se fosse em times do exterior, como o fez em Atlético Nacional (COL) e Ludogorets (BUL). Mas o chamado do Botafogo não poderia ser recusado.

- Só abri mão porque é o Botafogo. Tenho que dar uma reciprocidade a tudo o que esta instituição me proporcionou. Foi o único motivo que aceitei deixar a função que estava para contribuir para que possamos nesse momento de mudanças e transformações poder dar um contributo - explicou Autuori.

Paulo Autuori chega acompanhado pelo auxiliar Renê Weber. A missão dele é comandar um time que tem como principal astro o japonês Keisuke Honda, que ainda não estreou.

- Todos nós já conhecemos pelo seu currículo extenso. E foi o técnico que nos deu o título brasileiro de 1995. Foi uma escolha que fizemos no comitê do futebol. Ficamos muito contentes com a vinda dele. Tenho certeza que irá nos trazer grandes alegrias e até títulos - disse o presidente Nelson Mufarrej.