Auxílio Brasil precisa continuar em R$600 em 2023, diz Pacheco

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, posa para foto durante entrevista a agências internacionais em Brasília

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta sexta-feira que o Auxílio Brasil precisa continuar em 2023 com o valor mínimo de 600 reais, uma vez que a inflação elevada vem corroendo o poder de compra das famílias que recebem o benefício social.

Pacheco voltou a defender uma flexibilização do teto de gastos para viabilizar a renovação desse pagamento, uma vez que o programa atual irá terminar no final deste ano.

“No próximo ano o valor de 600 reais vai estar muito defasado em razão da inflação que nos assola, especialmente de itens como comida e energia“, disse o senador em evento do grupo Lide no Rio de Janeiro.

“Acho inevitável que tenhamos no mínimo 600 reais de Auxílio Brasil. O Poder Executivo terá de estruturar um programa social eficaz para sociedade e vai encontrar no Congresso um poder colaborativo“, acrescentou.

O Auxílio Brasil teve o valor ampliado de 400 para 600 reais, até o final do ano, no âmbito da PEC dos Benefícios aprovada pelo Congresso Nacional em julho. Os parlamentares justificaram a aprovação do aumento, que teve a bênção do governo federal, pelo impacto da alta da inflação sobre as camadas de baixa renda, em parte causada pela elevação dos combustíveis relacionada com a guerra na Ucrânia.

Pacheco frisou que o futuro governo terá que buscar espaço fiscal para encaixar a extensão do auxílio. “A discussão do teto de gastos ocorrerá também. Há quem diga que deva ser revogado ou relativizado. Defendemos o teto de gastos públicos eventualmente com exceções próprias sobretudo para um programa social. Não podemos a pretexto do teto de gastos assistir 33 milhões de pessoas passando fome... Vamos encontrar o caminho para sustentar o programa “.

(Por Rodrigo Viga Gaier)