Auxílio emergencial: após críticas, relator de PEC diz que vai manter trecho que acaba com mínimos para Saúde e Educação

Julia Lindner
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BRASÍLIA — O relator da PEC Emergencial no Senado, Márcio Bittar (MDB-AC), afirmou que não vai mudar o trecho que prevê a extinção de valores mínimos a serem aplicados em Saúde e Educação.

Segundo ele, as críticas ao seu parecer são fruto da pressão de corporações do setor, que afirma serem as verdadeiras responsáveis por comandar a educação no Brasil, acima de prefeitos, governadores e até do presidente da República.

Para Bittar, mesmo que não estejam preparados, os estados precisam aprender na prática a lidar com as novas regras.

— Não vou mudar nada (no relatório). Esse tipo de vinculação só tem no Brasil, não tem em nenhum país democrático do mundo. É uma intromissão nos poderes dos estados e municípios. É de um autoritarismo total, porque você decide de cima para baixo que todos os estados precisam gastar obrigatoriamente 25% com Educação — disse o parlamentar, acrescentando:

— Não está funcionando, é ineficiente e nós vamos continuar com isso? Não vou mudar nada. As corporações podem me bater à vontade. Meu couro é grosso.