Auxílio emergencial: relator do orçamento defende ajuda a vulneráveis e diz que quem passa fome 'não pode esperar'

Julia Lindner
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BRASÍLIA — Eleito relator do Orçamento de 2021, o senador Márcio Bittar (MDB-AC) disse, nesta quarta-feira (dia 10), que as pessoas que passam fome no país "não podem esperar" a aprovação das reformas. Segundo ele, é preciso encontrar uma solução conjunta para viabilizar uma nova rodada do auxílio emergencial e ao mesmo tempo fazer sinalizações pela retomada da agenda econômica com a inclusão de Propostas de Emenda à Constituição (PEC) emergenciais na peça orçamentária.

— Eu me elegi defendendo essa agenda, só que a retomada da agenda econômica e da agenda das reformas, as pessoas que precisam comer não vão esperar. Então, eu já disse desde o ano passado que elas (reformas) precisam caminhar juntas. Agora, é fundamental como sinal de responsabilidade que ao apresentar a peça orçamentária, se dentro dela estiver a solução para os brasileiros que ainda precisam do estado, tenha também as PECs emergenciais, dos gatilhos, que esteja dentro — disse Bittar a jornalistas após a instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

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Para ele, a inclusão do benefício e do ajuste fiscal na proposta "sinaliza com clareza a retomada da agenda econômica e o cuidado com brasileiros que ainda precisam do Estado".

Bittar e a presidente da CMO, Flávia Arruda (PL-DF), se reuniram com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para debater o Orçamento de 2021. Após o encontro, Guedes reforçou a ideia defendida pelos chefes do Legislativo de que é preciso ter "sensibilidade social" atrelada a responsabilidade fiscal:

— O presidente (Jair) Bolsonaro sempre disse que saúde e economia vão juntas. O presidente (Rodrigo) Pacheco, do Senado, e o presidente Arthur Lira, da Câmara, também disseram claramente que precisamos ter a sensibilidade social de um lado, mas de outro lado sempre disseram que tem que ser com responsabilidade fiscal. Temos um compromisso com as futuras gerações. Temos que pagar pelas nossas guerras. Se temos guerra com o vírus, nós temos que arcar, e não simplesmente empurrar irresponsavelmente esses custos.

Para Guedes, o compromisso de sensibilidade social com a responsabilidade fiscal é "a marca de um Congresso reformista, de um presidente determinado e das lideranças políticas construtivas que nós temos hoje no Brasil”.