Auxiliares e técnicos de enfermagem compartilham o amor e a dor da profissão

Geraldo Ribeiro
1 / 8

IMG-20200514-WA0070

Christiane Gerardo é técnica de enfermagem no Hospital Cardoso Fontes

São eles que estão o tempo todo ao lado do paciente, controlando medicação, cuidando da higiene e dando o máximo conforto possível, mesmo quando a dor parece não passar. Na próxima quarta-feira, dia 20, é comemorado o Dia Nacional do Auxiliar e Técnico de Enfermagem. Os profissionais, que auxiliam os enfermeiros, fazem parte do exército que combate a pandemia da Covid-19 na linha de frente. No Rio, segundo dados do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-RJ), são 183.565 técnicos e 48.504 auxiliares. Esses últimos estão em extinção. Já não são feitos mais concursos nem abertos cursos para eles.

A exposição aos riscos de contaminação tem provocado baixas na categoria. O Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem (Satemrj) estima que desde o início da pandemia já morreram 20 profissionais no Rio. O número dos afastados por suspeita ou confirmação da doença ainda está sendo levantado. Com um piso de R$ 1.665, muitos se desdobram em horas extras ou atividades paralelas. Mas, apesar das dificuldades, como a falta de equipamentos de proteção individual, os chamados EPIs, todos são unânimes: o amor pela profissão supera as dificuldades, e o sorriso estampado na face do paciente que recebe alta é a maior recompensa. O EXTRA conversou com alguns desses profissionais sobre os desafios, os medos e as aflições deles no exercício da atividade durante a pandemia. Vida longa a eles.

Christiane Gerardo (técnica de enfermagem no Hospital Cardoso Fontes)

Christiane Gerardo, de 43 anos, entrou na área da saúde pela dor, como define: foi para cuidar do pai doente. Com mais de duas décadas de profissão, a técnica de enfermagem do Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, diz que a pandemia tem sido o principal desafio da carreira. Os riscos de contaminação a afastaram até de gente querida, como a mãe de 82 anos. O mais triste, segundo Christiane, é ver seus colegas adoecendo.

- Não é só medo. É a falta de condições de trabalho também. Muitos profissionais vão precisar de tratamento. Eu mesma não consigo dormir direito. A sociedade me chama de herói, mas não tenho capa.

Carla Juvenal (técnica de enfermagem no Hospital dos Servidores do Estado)

O medo da contaminação sempre rondou a técnica de enfermagem Carla Juvenal, de 45 anos, que há 16 exerce a profissão. Apesar dos cuidados, há uma semana, ela foi afastada do trabalho no Hospital dos Servidores do Estado (HSE), com os sintomas da doença. Para proteger o marido, enquanto o resultado do exame não sai, se isolou em um cômodo da casa, em Tomás Coelho:

— No meu último plantão, vi um grupo de pessoas reunidas na porta de um bar, perto do hospital. É triste ver que lutamos para salvar vidas e vemos uma parcela da população que não está valorizando a sua. Jogam nosso esforço no lixo.

Simone Melo (técnica de enfermagem no Hemorio)

Simone Rebelo Rezende Melo, de 51 anos, já foi operadora de telemarketing e vendedora. Há uma década, se encontrou atuando como técnica de enfermagem. Mas a profissão que tanto ama não fecha as contas da casa. Em paralelo, ela tem uma firma de turismo com o marido. Por causa da pandemia, a empresa suspendeu as atividades, restando a Simone, de 51 anos, o trabalho no Hemorio. No dia 21 de abril, acabou contaminado e só voltou ao trabalho há uma semana:

— O medo da gente é terrível. É muito ruim. A gente convive com a entubação e não vê nossos pacientes voltarem à vida.

Evandro Gomes (técnico de enfermagem no Hospital do Andaraí)

Pressão alta e uso de medicação para dormir na véspera do plantão. Morador de Irajá, Evandro Cruz Gomes, de 49 anos, 15 deles como técnico de enfermagem, trabalha no Hospital do Andaraí e sofre com as consequências da profissão. Para diminuir o estresse, ele assume o microfone de uma rádio comunitária, sua outra paixão. Evandro aproveita essa atividade paralela para levar aos ouvintes orientações sobre a prevenção da doença, como a necessidade de higienizar as mãos constantemente:

— Eu saio de casa preocupado, com medo de ficar doente.

Joana Darc Galdino (técnica de enfermagem no Hospital Estadual Eduardo Rabello)

Com o marido desempregado e um filho de 21 anos diabético que precisa de alimentação especial, Joana Darc Galdino é a única responsável pelo sustento da família. Só o aluguel consome R$ 1 mil por mês, praticamente o mesmo valor que recebe no Hospital Estadual Eduardo Rabello, em Santíssimo. Técnica de enfermagem há 15 anos, ela se inscreveu para trabalhar no Hospital de Campanha do Maracanã, mas só chegou a dar o primeiro plantão. Desde o começo da semana está em casa por suspeita de Covid-19:

— Mesmo com todas as dificuldades, amo minha profissão, mas me deixou doente e em depressão.

Saulo Yanowich (técnico de enfermagem e conselheiro do Coren-RJ)

Entre as pessoas que jogaram a toalha, por conta dos baixos salários e a falta de condições de trabalho, está Saulo Yanowich, de 37 anos. Conselheiro do Coren-RJ, ele trocou a rotina dos hospitais para abrir uma empresa voltada para cursos de aperfeiçoamento na área, que toca com a mulher, Rosilane, de 38 anos, também técnica de enfermagem:

— A gente está na linha de frente, exposto a todos os riscos e sofre com falta de EPIs e baixos salários. A enfermagem está num momento em que precisa se unir para mostrar seu valor e a força.

Miriam Queiróz (trabalha na Santa Casa de Campos dos Goytacazes)

No Dia das Mães, a técnica de enfermagem Miriam Queiróz matou a saudade dos filhos, de 8 e 16 anos, por chamada de vídeo. Por precaução, os dois estão com o avô, em Rio das Ostras, enquanto a mãe, de 36, trabalha na Santa Casa de Campos e numa clínica particular na mesma cidade:

— O desafio é todo dia. É desgastante e exaustivo. Falta reconhecimento da sociedade quanto ao valor da nossa profissão. Muitos colegas desistiram da profissão. O medo existe e não adianta dizer que não tem. Mas, se a gente recuar diante do medo, quem vai tratar o paciente?

Miriam Lopes (presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem - Satemrj)

Miriam Lopes, de 58 anos, é técnica de enfermagem há 33. Atualmente, ela preside o sindicato da categoria e integra também o Conselho de Saúde da AP 1, que abrange bairros como Centro, Paquetá, São Cristóvão, Catumbi e Rio Comprido. Para ela, o principal desafio, é combater uma pandemia em meio à falta de equipamentos apropriados e à luta constante por melhores salários:

— Há falta de EPIs para técnicos e auxiliares de enfermagem e, muitas vezes, quando temos o material, são máscaras que não protegem e capotes que não são impermeáveis.

  • Entenda por que o presidente Bolsonaro está tão nervoso
    Notícias
    Yahoo Notícias

    Entenda por que o presidente Bolsonaro está tão nervoso

    Inquéritos em andamento no STF podem levar ao afastamento ou cassação do presidente

  • Os amores de Gretchen: relembre alguns dos 17 casamentos da rainha do rebolado
    Estilo de vida
    Extra

    Os amores de Gretchen: relembre alguns dos 17 casamentos da rainha do rebolado

    A cantora anunciou que está noiva do saxofonista paraense Esdras de Souza e prestes a se casar pela 18ª vez

  • Weintraub apela ao direito de permanecer calado durante depoimento à Polícia Federal
    Política
    Yahoo Notícias

    Weintraub apela ao direito de permanecer calado durante depoimento à Polícia Federal

    A PF havia marcado o depoimento para amanhã. Porém, hoje, o próprio Weintraub pediu para antecipá-lo

  • Coronavírus: macacos atacam laboratório e roubam sangue infectado na Índia
    Notícias
    Yahoo Notícias

    Coronavírus: macacos atacam laboratório e roubam sangue infectado na Índia

    O ataque ocorreu nesta semana, quando um técnico de laboratório andava no campus de uma faculdade de medicina estatal em Meerut

  • Site coloca Pelé como jogador mais superestimado de todos os tempos; Neymar está no top-10
    Esportes
    O Globo

    Site coloca Pelé como jogador mais superestimado de todos os tempos; Neymar está no top-10

    Hulk, Coutinho e Roberto Carlos são os outros brasileiros que completam a lista

  • TSE dá prazo para Bolsonaro e Mourão se manifestarem sobre impulsionamento de mensagens nas eleições de 2018
    Política
    Yahoo Notícias

    TSE dá prazo para Bolsonaro e Mourão se manifestarem sobre impulsionamento de mensagens nas eleições de 2018

    Eles vão se manifestar sobre pedido do PT na ação que investiga a influência do impulsionamento de mensagens nas eleições presidenciais de 2018

  • Descoberta de documento comprova que Raul Seixas não delatou Paulo Coelho para a ditadura
    Notícias
    HuffPost Brasil

    Descoberta de documento comprova que Raul Seixas não delatou Paulo Coelho para a ditadura

    Uma ficha policial de dezembro de 1973 pode dar um ponto final a suspeita deque Raul Seixas teria delatado o entao parceiro musical e hoje escritor defama mundial Paulo Coelho para os orgaos de repressao da ditadura militar.

  • Coronavírus: Brasil tem 27.878 mortes e 465.166 casos confirmados, diz Ministério da Saúde
    Saúde
    Yahoo Notícias

    Coronavírus: Brasil tem 27.878 mortes e 465.166 casos confirmados, diz Ministério da Saúde

    País registrou mais de 1.000 mortes pelo quarto dia seguido e teve recorde de infectados pelo segundo dia seguido

  • Por que lançamento inaugural de nave da SpaceX é histórico também para a Nasa
    Ciência
    BBC News Brasil

    Por que lançamento inaugural de nave da SpaceX é histórico também para a Nasa

    A cápsula Crew Dragon deve levar dois astronautas ao espaço neste fim de semana, a depender das condições do tempo. É um episódio crucial para o sucesso de um projeto da agência espacial americana que vem sendo construído há alguns anos.

  • Coronavírus: mulher de 103 anos celebra recuperação tomando cerveja
    Saúde
    Extra

    Coronavírus: mulher de 103 anos celebra recuperação tomando cerveja

    Muitos idosos em todo o mundo se recuperaram do coronavírus nos últimos meses, gerando esperança...

  • Provas sobre fake news podem cassar chapa Bolsonaro-Mourão no TSE
    Política
    Yahoo Notícias

    Provas sobre fake news podem cassar chapa Bolsonaro-Mourão no TSE

    Evidências encontradas pela PF em endereços de aliados do governo podem ajudar a desvendar se o suposto esquema de propagação de fake news usado na campanha eleitoral foi mantido após a vitória de Bolsonaro

  • Paolla Oliveira fala sobre cenas de nudez: 'Não tenho vergonha nem pudor'
    Entretenimento
    Extra

    Paolla Oliveira fala sobre cenas de nudez: 'Não tenho vergonha nem pudor'

    A atriz afirmou que algumas pessoas têm uma imagem errada dela e não a convidam para viver certos personagens

  • O que a prisão de um repórter negro e as manifestações nos EUA dizem sobre o Brasil?
    Notícias
    Yahoo Notícias

    O que a prisão de um repórter negro e as manifestações nos EUA dizem sobre o Brasil?

    Em mais um dia de protestos contra o assassinato de um homem negro pela polícia em Minneapolis, Omar Jimenez, correspondente negro da CNN, foi preso enquanto exercia sua função de jornalista

  • Moro diz que vetos de Bolsonaro ao projeto anticrime foram para proteger Flávio Bolsonaro
    Política
    O Globo

    Moro diz que vetos de Bolsonaro ao projeto anticrime foram para proteger Flávio Bolsonaro

    Ex-juiz comenta a possível existência de uma "Abin paralela". Segundo ele, no início do governo houve uma "solicitação informal" de um número "até significativo" de policiais federais para atuar no Planalto

  • Witzel demite secretários e aumenta poder de braço direito, alvo de operação da PF
    Política
    Folhapress

    Witzel demite secretários e aumenta poder de braço direito, alvo de operação da PF

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em meio à crise política que estremece seu governo, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), decidiu inflar o poder de Lucas Tristão, seu secretário de Desenvolvimento Econômico e braço direito. Tristão foi um dos alvos da Operação Placebo, da Polícia Federal, que atingiu o próprio governador, sob suspeita de desviar recursos públicos por meio de contratações irregulares na saúde. Na noite desta quinta-feira (28), dois dias após a operação, Witzel exonerou dois desafetos de Tristão: André Moura, da Casa Civil, e Luis Cláudio Rodrigues, da Fazenda. Assumirá a Fazenda Guilherme Mercês, subsecretário de Tristão. A pasta também ficará responsável pela área de orçamento e planejamento, antes com a Casa Civil, aumentando a influência do braço direito de Witzel. O secretário de Governo, Cleiton Rodrigues, também está na mira de Tristão. Isso porque Cleiton disse ao governador que seria melhor o seu afastamento até a conclusão das investigações. As trocas na administração ocorrem ao mesmo tempo em que pedidos de impeachment contra Witzel prosseguem na Assembleia Legislativa do Rio. O líder do governo na Casa, deputado Márcio Pacheco (PSC), pediu exoneração nesta sexta-feira (29) após as trocas no governo. Mesmo nas mãos da Assembleia, o governador deu superpoderes para Tristão, que mantém má relação com os deputados. Em fevereiro, abriu-se uma crise entre o Legislativo e o governo após o secretário dizer a parlamentares que eles eram alvo de dossiês e que havia escutas na Casa. Informações de bastidores dão conta de que Witzel se sente ameaçado por Tristão, seu ex-aluno, que foi um dos articuladores de sua campanha e que teria vasto conhecimento sobre as práticas do governo. Teria sido Tristão quem levou a cabo a assinatura do contrato de R$ 540 mil entre o escritório de advocacia da primeira-dama, Helena Witzel, e uma empresa de Mário Peixoto, outro investigado central na operação da PF. O Ministério Público Federal também identificou transferências de R$ 225 mil entre Peixoto e o escritório de Tristão, de quem Witzel foi sócio. O líder do governo na Assembleia, Márcio Pacheco, disse à reportagem que pediu exoneração porque não havia "condições de cumprir o papel de interlocutor no cenário que se avizinha [sob o comando de Tristão]". Nas redes sociais, André Moura, exonerado da Casa Civil, fez um aceno à Assembleia. Ele era um dos principais articuladores do governo junto ao Legislativo. "Sou muito grato, também, aos parlamentares, em especial os deputados estaduais, que verdadeiramente incorporaram o espírito democrático, deixando as divergências partidárias de lado", escreveu. Witzel tem dito em conversas que ele próprio chamará os deputados estaduais para dialogar, tentando evitar o próprio impeachment. Desde que a operação da PF foi deflagrada, na terça-feira (26), dois pedidos de afastamento do governador chegaram à Mesa Diretora da Assembleia, que define o encaminhamento do processo. Um partiu de deputados bolsonaristas, representantes de uma oposição ruidosa, e o outro de parlamentares do PSDB, de perfil moderado. Outros três já haviam sido colocados previamente. Dessa vez, os pedidos devem ter prosseguimento na Casa. Com a saída de Pacheco e Moura, a articulação com a Assembleia muda de estilo. Tristão é visto pelos parlamentares como uma figura de perfil agressivo e com tendência ao confronto. O principal racha entre o secretário e a Assembleia foi o episódio das escutas. Deputados disseram que Tristão os ameaçou com a informação de que o governo mantinha grampos na assembleia e de que havia dossiês a respeito dos parlamentares. O presidente da Casa, André Ceciliano (PT), chegou a questionar o governador sobre a existência das supostas escutas, em requerimento no Diário Oficial . A Assembleia também pediu que o Ministério Público investigasse o caso. Até o momento, não houve retorno. Witzel e o secretário negaram as acusações. Neste ano, também houve outros desentendimentos entre o Executivo e o Legislativo fluminenses. Em fevereiro, em meio a dificuldades na distribuição de água, Witzel indicou Bernardo Sarreta para ocupar o cargo de conselheiro da Agenersa (Agência Reguladora de Energia e Saneamento). O nome, na verdade, havia sido indicado por Tristão. Witzel foi obrigado a voltar atrás depois que Sarreta mostrou despreparo durante sabatina realizada na Assembleia. Ele assumiu que não sabia sequer o papel de uma agência reguladora. Ainda no início do ano, quando a água chegava nas casas dos moradores fluminenses com gosto de terra e coloração escura, deputados insistiram para abrir a CPI da Cedae. Demitido por Witzel, o ex-presidente da companhia, Hélio Cabral, correu de jornalistas e manifestantes ao deixar às pressas uma audiência pública na assembleia. Em abril, diante das denúncias de contratações irregulares para o enfrentamento da Covid-19, a oposição chegou a protocolar novo pedido de CPI. Vulnerável e pressionado por deputados que garantem sua sustentação, o governador cedeu a um pedido que era feito há meses pelo grupo e trocou a presidência do Detran. Para evitar o impeachment, Witzel terá que encontrar meios de garantir o apoio de 24 dos 69 deputados da Assembleia do Rio de Janeiro, ou seja, um terço do plenário mais um. O rito do impeachment na Assembleia do Rio 1 Pedido é protocolado e segue para análise da Procuradoria da Assembleia, que decide se o remete à presidência da Casa 2 A residência analisa se dará prosseguimento ao processo 3 Presidente da Casa concede 48 horas para que os partidos indiquem representantes para uma comissão especial. Acusados são notificados para apresentar defesa em até dez sessões 4 Comissão especial emite parecer sobre admissibilidade da denúncia 5 É aberta votação nominal para que deputados decidam a favor ou contra o recebimento da denúncia. Se dois terços derem prosseguimento, governador é temporariamente afastado 6 É formado tribunal misto de julgamento, com cinco deputados eleitos pela Assembleia e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, escolhidos por sorteio. Eles votam a favor ou contra o afastamento definitivo do governador

  • Datafolha mostra que Bolsonaro conseguiu um feito
    Política
    Yahoo Notícias

    Datafolha mostra que Bolsonaro conseguiu um feito

    O presidente toma o caminho inverso da maioria dos líderes mundiais que ganharam a confiança dos compatriotas durante a pandemia

  • Congresso precisa agir antes que haja um golpe, dizem líderes de partidos no Senado
    Política
    Folhapress

    Congresso precisa agir antes que haja um golpe, dizem líderes de partidos no Senado

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Líderes partidários do Senado criticaram, nesta quinta-feira (28), a tentativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), de buscar uma pacificação entre o presidente da República Jair Bolsonaro e o STF (Supremo Tribunal Federal). Nesta quinta, Alcolumbre esteve no Palácio do Planalto para uma conversa com Bolsonaro. Após o encontro, ele narrou aos colegas que levou uma mensagem de harmonia diante da escalada da retórica autoritária do presidente. O líder do PT, Rogério Carvalho (SE), afirmou que as manifestações desta quinta do presidente Bolsonaro e de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), não podem ser aceitas. O presidente afirmou, ao sair do Palácio da Alvorada, que "ordens absurdas não se cumprem", em relações às decisões recentes do STF. Já seu filho falou que será natural se a população recorrer às Forças Armadas caso esteja insatisfeita com o desempenho do Congresso Nacional e do STF. "O que o presidente (Bolsonaro) falou hoje, o que o seu filho falou hoje é dizer que já não é uma questão de fazer, de dar um golpe, de estabelecer o limite para o STF, para o Congresso Nacional, mas é quando isso é uma ameaça inaceitável que nós não podemos aceitar calados, nem o Congresso, nem o Senado, nem a Câmara", criticou o líder do PT. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) considerou como preocupantes as declarações da família Bolsonaro que, segundo ela, são uma ameaça de golpe. "O presidente tem feito declarações extremamente preocupantes, e não apenas ele, mas os seus familiares, mais precisamente seus filhos, O que nós temos hoje é uma escalada clara de que há um desejo por parte deste governo de ameaçar a democracia e até estabelecer um golpe no nosso país", disse. Eliziane criticou a tentativa de Alcolumbre de pacificação, que segundo ela, não têm mais reflexo junto ao governo federal. "Ou nós vamos agir ou teremos simplesmente que olhar uma situação acontecendo, numa posição clara de letargia, sem agir e, infelizmente, tendo que, lá na frente -e eu espero que isso não aconteça-, acompanhar um golpe de Estado". Para o líder da Rede, Randolfe Rodrigues (AP), Alcolumbre precisa ter uma posição que vá além de pedir pacificação. "Em algum momento, tem que ser dito para o Senhor presidente da República que ele não pode avançar mais". Mais cedo, Alcolumbre chegou a narrar para os colegas senadores a conversa como presidente da República, onde o senador afirmou que levou uma mensagem de "calma e serenidade". "Foi uma conversa boa, muito franca, diante de tudo que viemos nos últimos dias desde a publicação do vídeo, e a gente vai tratar com serenidade, e vamos pedir calma, e quando chegar outro momento, lá na frente que superarmos a maior dificuldade do brasil cada um pega a bandeira do seu partido e a gente vai para o embate depois que a gente salvar os brasileiros e as empresas", disse ele aos senadores, na reunião acompanhada pela reportagem. Apesar do diálogo, o líder do MDB na Casa, Eduardo Braga (AM), afirmou que é preciso que haja firmeza do lado do Congresso para que seja feita a defesa da democracia. "Quero dizer ao presidente Alcolumbre que concordo com a firmeza na defesa da democracia e, ao mesmo tempo, com a serenidade e a sensatez que o momento exige. Acho que todos nós precisamos entender que, no meio desta pandemia, quando o Brasil chora a perda de compatriotas, e muitos ainda correm risco de vida, nós devemos ter muita firmeza em defesa da democracia, muita sensatez e muita serenidade". Já o líder do PSD, Otto Alencar (BA), cobrou que o Congresso faça uma manifestação contra as agressões. "É importante, agora, que se dê uma posição. É super importante isso. Eu queria colocar que a posição do nosso partido -já conversada com os nossos senadores- vai ser equilíbrio neste momento, para ver se o Brasil encontra um passo nesse descompasso que estamos vivendo". Alvaro Dias (Podemos-PR), líder da legenda, defendeu que seja colocado um limite ao presidente da República. "Eu acho que nós precisamos estabelecer um limite no tempo. Essa crise já chegou à sociedade, já está, na opinião pública, como uma preocupação do dia a dia. Este confronto entre os Poderes afronta os princípios democráticos, porque é evidente -e todos nós sabemos disso- que podemos, eventualmente, atacar, agredir, criticar esse ou aquele integrante de quaisquer dos Poderes, mas não podemos agredir as instituições. E elas estão sendo agredidas", disse. O senador afirmou que não é possível que haja pedido de entendimento constantemente. "É preciso que se estabeleça um prazo. Nós não podemos ficar indefinidamente pedindo o entendimento. Nós estamos dispostos, obviamente, a nos desarmar -e essa tem sido uma manifestação recorrente aqui no Congresso Nacional-, mas é preciso que entendam que há um limite para as agressões reiteradas às instituições democráticas".

  • Mosaico romano descoberto
    Notícias
    AFP

    Mosaico romano descoberto

    Um mosaico romano que data de cerca de 300 anos depois de Cristo foi descoberto sob o solo de um vinhedo no interior da Itália. O objetivo, agora, é que o local possa receber turistas que queiram apreciar a beleza do artefato.

  • Maia diz que Weintraub é 'desqualificado' e não poderia ter assumido Ministério da Educação
    Política
    Folhapress

    Maia diz que Weintraub é 'desqualificado' e não poderia ter assumido Ministério da Educação

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta sexta-feira (29) que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, é "desqualificado" e não poderia ter sido nomeado titular da pasta. "Um homem com essas qualidades não poderia ter sido ministro de pasta nenhuma, muito menos da Educação. É um drama para o Brasil, com toda a crise que a gente tem, com todas as desigualdades de qualificação da nossa população, a gente ainda ter um ministro desqualificado como esse", afirmou Maia, ao participar de live da revista Istoé. Na reunião ministerial do dia 22 de abril, Weintraub disse que, se dependesse dele, colocaria "esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF", em referência ao Supremo Tribunal Federal. A fala consta em gravação tornada pública por decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo, no âmbito do inquérito que investiga se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal. Maia comentou a fala do ministro no encontro e disse ser "lamentável" que o titular da Educação tenha esse "palavreado" e "ataque as instituições". "É um homem desqualificado e que não respeita a democracia. Um homem que desrespeita a democracia não poderia estar num governo que se diz democrático", acrescentou. O presidente da Câmara também comentou a fala do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que na reunião disse que aproveitaria a pandemia para aprovar uma série de mudanças em regras de sua área. Maia disse que Salles quis dar uma de "espertalhão" e "infeliz", mas preparado. O deputado afirmou, porém, que a imagem do ministro no exterior atrapalha a entrada de investimentos no país. Na live, Maia avaliou que o inquérito das fake news comandado pelo Supremo precisa avançar, assim como a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que trata do assunto no Congresso. "Ninguém suporta tanta informação errada, narrativas que desqualificam as pessoas", disse Maia. O presidente da Câmara ainda criticou as declarações de Bolsonaro, que nesta quinta-feira (28) sugeriu que poderia descumprir decisões do STF. Maia ressaltou que o meio para se discordar da corte é entrar com recurso. O deputado disse ainda que não foi ao Palácio do Planalto conversar com Bolsonaro como fez o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), porque não foi convidado pelo mandatário e poderia passar a impressão errada. "Ir ao Planalto poderia parecer ser um tipo de apoio ao que ele [Bolsonaro] falou", justificou Maia.

  • O que acontece se a Terra parar de girar?
    Notícias
    Originais do Yahoo

    O que acontece se a Terra parar de girar?

    Neste momento, estamos rodando a uma velocidade de 1.669 km/h na linha do Equador. Nós não ficamos enjoados, ou tontos, pois tudo que vemos está girando no mesmo ritmo. Se o globo freasse de uma vez, seríamos arremessados a leste (sentido de rotação da Terra) com uma força inimaginável. Quanto mais longe da linha do Equador, menor seria o deslocamento. Mas mesmo assim, catastrófico. Em São Paulo, uma pessoa seria voaria a 1.535 km/h. Enquanto em Porto Alegre o número cairia para 1.446 km/h. Já em Longyearbyen, na Noruega, que fica próxima ao Polo Norte, a corrida seria mais “suave”: 346 km/h. A atmosfera continuaria girando e criaria ventanias e tsunamis catastróficos. A maior parte da água dos oceanos está na linha do Equador, onde o mar é até 8 km mais alto. Esse acúmulo deixaria de existir, os mares seriam espalhados alagando algumas regiões e fazendo surgir novas terras. Se o movimento de translação continuasse nessa teoria, teríamos 6 meses de dia e 6 de noite. A Terra, na verdade, já está freando. Mas 1,5 milissegundo a cada 100 anos. Em 4,6 bilhões de anos ela irá rodar 7 vezes por ano e os dias terão 1.152 horas. Não vai dar para reclamar que está sem tempo. Veja mais •Quantas bactérias vivem no nosso corpo? •As obras de arte mais valiosas do mundo •Conheça a maior cidade fantasma do mundo

  • Destruição motivada por ‘fake news’
    Notícias
    AFP

    Destruição motivada por ‘fake news’

    Um povoado indígena no sul do México testemunhou a destruição de edifícios depois de um rumor que circulou no Facebook. O vídeo, que supostamente mostraria um ataque químico, na realidade, mostrava os trabalhos de limpeza da cidade.