Auxílio Brasil: benefício só compra cesta básica em 12 de 17 capitais

Apenas 5 cidades contam com preços inferiores a R$ 600 (Getty Image)
Apenas 5 cidades contam com preços inferiores a R$ 600 (Getty Image)
  • Valor do benefício não é suficiente para comprar todos os itens básicos

  • Auxílio Brasil tem sido usado por Jair Bolsonaro como propaganda eleitoral

  • Programa foi reforçado durante o período eleitoral

Uma das principais medidas usadas como campanha eleitoral por Jair Bolsonaro (PL) é o Auxílio Brasil. Pouco antes das eleições, o atual presidente subiu o valor do benefício para R$ 600. A medida deve durar até o fim do mandato do governante.

No entanto, mesmo com a elevação, o valor ainda não é o suficiente para comprar a cesta básica em 12 das 17 capitais brasileiras. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o conjunto de produtos comprados São Paulo custava em média R$ 749,78 em agosto.

Porto Alegre, Florianópolis, Rio de Janeiro, Campo Grande, Vitória, Brasília, Goianinha, Belo Horizonte, Belém e Fortaleza têm valores que ultrapassam o estipulado pelo benefício. Apenas 5 capitais contam com preços inferiores a R$ 600.

Dificuldade em combater a fome no Brasil

Em 2022, três em cada 10 família que têm crianças abaixo de 10 anos estão em situação de insegurança alimentar, quando a casa tem menos comida do que o mínimo necessário. Os dados são da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan), divulgados neste mês.

Norte e Nordeste são onde estão as famílias com mais vulnerabilidade alimentar. O Maranhão registra o percentual mais preocupante, com 63,3%, seguido do Amapá, 60,1%, e Alagoas, 59,9%.

De acordo com a pesquisa, o número de domicílios com moradores em situação de fome saltou de 9% (19,1 milhões de pessoas) para 15,5% (33,1 milhões de pessoas) desde o ano passado.