Auxílio de R$ 1 mil a caminhoneiros não cobre nem uma viagem do Rio a SP

Auxílio de R$ 1 mil a caminhoneiros não cobre nem uma viagem de RJ até SP
Auxílio de R$ 1 mil a caminhoneiros não cobre nem uma viagem de RJ até SP
  • O Vale-combustível vem sendo discutido pelo governo federal;

  • O valor médio do diesel alcançou a marca de R$ 7,56 por litro;

  • O benefício será o suficiente para percorrer, no máximo, 330 quilômetros.

Após a Petrobras ter anunciado reajuste de 14,26% no valor do diesel, hoje, o preço médio do combustível alcançou a marca de R$ 7,56 por litro. Diante deste cenário, o governo federal vem discutindo um vale-combustível mensal de R$ 1 mil para caminhoneiros. Contudo, mesmo se aprovado, o benefício será o suficiente para percorrer, no máximo, 330 quilômetros (a distância entre a cidade do Rio de Janeiro e a cidade de Sâo Paulo é de 443 quilômetros).

A distância máxima coberta pelo repasse é resultado de levantamento feito pela CNN, que cruzou dados do boletim semanal de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) com as especificações utilizadas pela Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava).

O estudo apontou que o valor do benefício cobriria apenas 132 litros de diesel comum na condição mais favorável. Levou-se em consideração modelos de caminhões de grande porte mais utilizados em rodovias brasileiras.

Como a maioria dos caminhões rodam entre 1,5 e 2,5 quilômetros por litro de diesel, a distância a ser percorrida variaria de 198 a 330 quilômetros. O consumo varia de acordo com o modelo, número de eixos do veículo, peso e condições das estradas utilizadas.

Desde o início da série histórica, em 2004, essa é a primeira vez que a ANP registrou o diesel com preço médio acima da gasolina. O litro da versão comum (S-500) saía a R$ 7,568, enquanto o da S-10, menos poluente, era de R$ 7,678.

Apesar do último reajuste do diesel ter sido feito para ealinhar os valores à política de paridade de preço internacional adotada pela companhia, dados o levantamento diário da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) aponta que ainda há uma defasagem de 5% em relação ao Golfo do México.

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