Auxílio de R$ 600,00 não vai acelerar a mobilidade social no Brasil, diz relatório

Auxílio de R$ 600,00 não vai acelerar a mobilidade social no Brasil, diz relatório
Auxílio de R$ 600,00 não vai acelerar a mobilidade social no Brasil, diz relatório
  • As classes D e E devem aumentar de tamanho, atingindo um total de 41 milhões domicílios em 2 anos;

  • Em 2020 eram 36,6 milhões de domicílios na camada da população com renda inferior a R$ 3 mil;

  • A classe C deve diminuir de tamanho no período.

Como normalmente ocorre em países com alta desigualdade de renda, a mobilidade social no Brasil deve ser bastante reduzida nos próximos anos. Mesmo levando em consideração o aumento do Auxílio Brasil (de R$ 400,00 para R$ 600,00), a ascensão social de pessoas das classes D e E ainda ocorrerá de forma lenta no país. Os dados são de relatório feito pela Tendências Consultoria, obtido pela GloboNews.

Desde o início da pandemia a classe C (renda de R$3,0 mil e R$ 7,2 mil) diminuiu e não deve recuperar o patamar de 2020 até 2024. A dois anos atrás a quantidade de domicílios que estavam enquadrados no padrão era de 23,1 milhões. A previsão é que 2022 registre 21,1 milhões e 21,7 milhões em 2023.

As classes D e E devem aumentar no período. Em 2020 eram 36,6 milhões de domicílios na camada da população com renda inferior a R$ 3 mil. Em 2022, o Brasil deve atingir 40,7 milhões de lares na camada mais vulnerável da população.

Em 2023, um novo aumento foi projetado para os integrantes dessas classes sociais, atingindo 41 milhões de pessoas. De acordo com relatório, a maior dificuldade ao crescimento da renda das sociais mais pobres é a educação não revertida em produtividade.

Segundo o economista responsável pelo estudo, Lucas Assis, programas de transferência de renda temporária, como o Auxílio Emergencial em 2020 e 2021, e agora com a ampliação do antigo Bolsa Família no programa Auxílio Brasil, não resolvem as questões estruturais do Brasil.