Aval de Lula e reunião do PT podem decidir sobre apoio a Freixo no RJ e entraves no RS

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*Arquivo* RIO DE JANEIRO, RJ, 07.07.2022 - O ex-presidente Lula e Marcelo Freixo em evento político na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
*Arquivo* RIO DE JANEIRO, RJ, 07.07.2022 - O ex-presidente Lula e Marcelo Freixo em evento político na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, desembarca nesta quarta-feira (27) no Rio de Janeiro com a missão de convencer o deputado federal Alessandro Molon (PSB) a abrir mão da candidatura ao Senado em favor de André Ceciliano (PT).

Ao dissuadir Molon, Siqueira pretende esvaziar o argumento de petistas que ameaçam abandonar o palanque de Marcelo Freixo ao Governo do Rio sob o pretexto de que seu partido, o PSB, desrespeitou o acordo pelo qual, dentro da chapa, a vaga ao Senado caberia ao PT.

Secretário de Comunicação do PT, Jilmar Tatto é um dos que defendem a retirada de apoio a Freixo caso Molon mantenha sua candidatura ao Senado.

Tatto propõe que, nesse caso, o PT deixe a chapa encabeçada por Freixo e se alie ao candidato do PDT ao Governo do Rio, o ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves. "Não aceitamos que Lula fique sem palanque. Se Molon descumprir o acordo, o PT se sentirá desobrigado de apoiar Freixo."

Também nesta quarta-feira, Tatto submeterá essa proposta à executiva nacional do PT.

Embora uma ala minoritária do partido tenha até admitido a coexistência de dois postulantes ao Senado na coligação fluminense, Tatto quer que a cúpula aprove uma resolução afirmando que o PT deixará a aliança se Molon mantiver sua candidatura.

Diferentemente do PT, o estatuto do PSB não prevê a hipótese de intervenção caso os diretórios estaduais desobedeçam a decisões nacionais. Mas, além dos riscos à candidatura de Freixo, Siqueira teria outros argumentos para persuadir Molon a abrir mão da briga --entre eles, o boicote material à campanha.

Esse é, por exemplo, um dos temores do pré-candidato do PSB ao Governo do Rio Grande do Sul, o ex-deputado federal Beto Albuquerque. Sem um acordo, ele terá que disputar as eleições contra o pré-candidato do PT, o deputado estadual Edegar Pretto.

Presidente nacional do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PR) diz ter sugerido que Beto concorra ao Senado dentro da aliança. Ainda refratário à ideia, Beto afirma que nem recebeu a proposta.

Nesta quinta-feira (28), ele se reunirá com Siqueira para discutir a viabilidade de sua candidatura ao governo gaúcho. "Sem recursos, não vai", diz.

Apoiado por Lula, Ceciliano, que é presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), tem bom trânsito com o governador do Rio, o bolsonarista Cláudio Castro (PL). A participação em atividades ao lado do governador tem alimentado desconfianças dentro do PSB.

Dizendo acreditar no sucesso de um acordo com o PSB, Tatto rebate: "Vai querer que ele [Ceciliano] faça campanha para o Freixo, se o PSB não faz campanha para ele?"

Gleisi, por sua vez, defende a manutenção da aliança com o PSB do Rio. Ela afirma que as candidaturas de Ceciliano e Freixo são complementares. Segundo a presidente, o pessebista tem fortes chances de chegar ao segundo turno. Na opinião dela, uma ruptura seria ruim.

"Temos um compromisso nacional com o PSB. A gente não sai desmontando as coisas assim. Mas queremos que o PSB cumpra o que prometeu. O compromisso nacional é com o PSB e do PSB é conosco também. Então o problema está com eles agora para ser resolvido. Eles que têm que resolver", diz.

Nesta quarta-feira, Gleisi presidirá a reunião convocada para buscar soluções para os impasses dentro da aliança com o PSB. Além de Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, há entraves na região do Centro-Oeste.

Sobre o Rio Grande do Sul, ela diz: "Estamos fazendo um chamado ao Beto para vir com toda a chapa. Acho que ele tem chance de ser eleito senador", diz.

Como a Folha mostrou, de acordo com dirigentes do PT, o Rio de Janeiro se tornou uma das fontes de preocupação da campanha de Lula à Presidência.

Foi detectada uma reação do presidente Jair Bolsonaro (PL) no estado, que é seu domicílio eleitoral. Na avaliação de petistas, o impulso do atual mandatário deve ser detido no intuito de evitar o segundo turno, garantindo uma vitória do ex-presidente já na primeira rodada do pleito.

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