Avança em Israel projeto de lei para limitar mandatos do primeiro-ministro

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Vista geral do Parlamento israelense em 3 de novembro de 2021 em Jerusalém (AFP/Ahmad Gharabli)
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Os parlamentares israelenses aprovaram nesta segunda-feira (22) em primeira leitura um projeto de lei para limitar o número de anos no poder de um primeiro-ministro, uma proposta classificada pela oposição de "anti-Netanyahu".

Este projeto, apoiado por uma maioria de 66 dos 120 deputados do Knesset (Parlamento), tem como objetivo mudar uma lei fundamental de Israel para limitar a oito anos o tempo de mandato de um primeiro-ministro, a não ser que se passem três antes entre dois mandatos.

Atualmente, nenhuma lei de Israel limita o número de mandatos de um primeiro-ministro.

Com a nova lei, o atual chefe da oposição, Benjamin Netanyahu, de 72 anos, que esteve por 15 anos no poder, até junho -se tornando o chefe de governo mais longevo-, não poderia voltar a ocupar o cargo a curto prazo.

"O poder contínuo de uma só pessoa é ruim para a democracia", declarou nesta segunda-feira à noite o ministro da Justiça, Gideon Saar, membro de uma coalizão heterogênea que tirou Netanyahu do poder.

Mas, para a deputada Miri Regev, próxima a Netanyahu e membro do partido do ex-primeiro-ministro, o Likud (direita), trata-se de uma "lei pessoal para impedir que Netanyahu volte ao poder contra a vontade do povo".

Esta votação preliminar permite que o projeto de lei seja examinado pelos comitês parlamentares, antes dos votos definitivos em segunda e terceira leituras.

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