Avenida Paulista “em disputa”: ato pró-Bolsonaro é marcado para 7 de setembro; ato contra, dia 12

·3 minuto de leitura
SAO PAULO, BRAZIL - AUGUST 01: Demonstrators take part in a rally in support of Brazilian President Jair Bolsonaro and calling for a printed vote model at Paulista Avenue in Sao Paulo, Brazil on August 1, 2021. - Thousands of Brazilians took to the streets Sunday to support far-right President Jair Bolsonaro in protest against the country's electronic voting system (Photo by Cristina Szucinski/Anadolu Agency via Getty Images)
Manifestantes pró-Bolsonaro poderão se reunir no local em 7 de setembro, enquanto oposição deve ir à Paulista no dia 12 de setembro (Foto: Cristina Szucinski/Anadolu Agency via Getty Images)
  • Manifestações do dia 7 de setembro na Av. Paulista serão a favor do presidente Jair Bolsonaro

  • Manifestantes contrários ao governo Bolsonaro poderão protestar no local em 12 de setembro

  • Resolução foi dada pelo governo de São Paulo, para evitar embates entre manifestantes no mesmo dia

O governo de São Paulo definiu como ficará a divisão da Av. Paulista, palco tradicional de manifestações na capital. No dia 7 de setembro, acontecerá a manifestação a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), enquanto no domingo seguinte, 12 de setembro, o local receberá manifestantes contrários a Bolsonaro. 

A informação foi dada pelo governador paulista, João Doria (PSDB), em entrevista à rádio CBN. 

Leia também:

"As manifestações têm que ser respeitadas contra e favor. No dia 7, serão os manifestantes a favor do governo Bolsonaro, no dia 12 de setembro, os manifestantes contra o governo Bolsonaro. O que não vamos permitir, é que no mesmo lugar, no mesmo dia, se encontrem manifestantes contra e a favor. Isso, evidentemente, o governo de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública não vai permitir", declarou. 

As manifestações de 7 de setembro, convocadas por Jair Bolsonaro, teriam como palco, inicialmente, Brasília. Depois, o presidente mudou o local e pediu para que os manifestantes se reunissem na Av. Paulista. No entanto, opositores do governo Bolsonaro já haviam convocado protestos no local para o mesmo dia. 

Com a disputa da Av. Paulista, coube ao governo estadual decidir como seria feita a divisão de datas. 

PM foi afastado por convocar para manifestações

Nesta segunda (23), Doria confirmou que afastou um coronel da PM que estava convocando amigos, familiares e colegas para participarem da manifestação a favor do presidente Jair Bolsonaro, que acontecerá no dia 7 de setembro.

Nas redes sociais, o coronel Alexander Lacerda fez publicações contra o Supremo Tribunal Federal e contra Doria. Segundo o governador de SP, trata-se de um "caso isolado".

"Quero dizer que este coronel, coronel Alexander Lacerda, acaba de ser afastado da Polícia de São Paulo por indisciplina. Ele foi comunicado agora pela manhã pelo general João Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, e pelo comandante geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Alencar. Aqui em SP nós não admitimos indisciplina em hipótese alguma, ele foi afastado", afirmou Doria em entrevista à rádio CBN.

"E responderá também porque aquilo que falou e pelas postagens que fez", continuou. Questionado sobre possíveis outros casos, o governador alegou que, caso aconteça novamente com outros PMs, eles terão "o mesmo destino".

Reunião de governadores

No último sábado (21), Doria afirmou que 24 dos 27 governadores do Brasil se reunirão nesta segunda (23) em Brasília para um ato em defesa da democracia e do STF (Supremo Tribunal Federal), diante do aprofundamento da crise entre os Poderes.

"Nunca o Brasil foi tão ameaçado como agora", afirmou Doria, em evento no Rio de Janeiro para angariar apoio para as prévias da eleição que definirá o candidato do PSDB à Presidência da República em 2022. O nome do partido para a disputa será escolhido em novembro.

Segundo Doria, o encontro foi articulado em parceria com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que coordena o grupo dos 24 mandatárias estaduais. O governador não informou quais seriam os três ausentes ao encontro desta segunda.

"Não vamos tratar de pandemia, vamos tratar de democracia. Os governadores que se sentirem à vontade em se manifestar vão também defender o Supremo Tribunal Federal e condenar qualquer flerte com o autoritarismo e iniciativas autoritárias no país", afirmou o governador.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos